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Depois de Ronaldo, o fenômeno corintiano se chama Nobru e joga Free Fire

Leo Bianchi

11/01/2020 06h00

Qual foi o jogo do Corinthians com maior audiência no YouTube em 2019? Se a resposta foi qualquer partida de futebol, acredite, você errou! Esqueça o Paulistão ou a Sul-Americana, quem dominou a internet, os celulares e as plataformas de transmissão com as cores do Timão foi um fenômeno chamado Free Fire, jogo para dispositivos móveis que rapidamente se tornou febre no país em todas as faixas etárias.

Com o quinteto Carlos "Fixa", Bruno "Nobru", Genildo "Japa", Samuel "Level Up 007" e Douglas "Pires", o Corinthians foi campeão mundial de Free Fire em novembro de 2019, em uma pulsante Arena Carioca 1, dentro do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, e levou para a casa US$ 200 mil. Um marco para o esporte eletrônico brasileiro e a consagração de um título que democratizou os games de forma impressionante no país.

Equipe do Corinthians de Free Fire comemora o Mundial de 2019

Não é necessário um dispositivo avançado ou configurações inalcançáveis para jogar Free Fire. A fácil curva de aprendizado e os requisitos básicos tornaram o game não só um passatempo extremamente divertido para jogadores casuais, mas a profissão para muitos jovens que sonhavam em viver de eSports, mas não encontravam condições de adquirir um computador ou um console.

Melhor exemplo disso é o fenômeno "Nobru" que em menos de um ano explodiu na internet. Em março do ano passado, ele fazia Live para sete pessoas. Encerrou 2019 com marca superior a 120 mil espectadores simultâneos no YouTube. E de desconhecido se tornou influencer: já tem 1,5 milhão de seguidores no Instagram (maior que qualquer jogador de futebol do Corinthians). Esse sucesso não se justifica apenas pela habilidade no jogo. Nobru é carismático e fala a "mesma língua" da comunidade – sempre irreverente e com chavões populares.

Além do título de campeão mundial pelo Corinthians, Nobru foi, com três troféus, o maior vencedor individual no Prêmio eSports Brasil – principal do segmento na América Latina. Durante a premiação conversei com o pro player de 18 anos que me disse: "O sonho era ser jogador do Corinthians, mas de futebol. Acabei tomando outro rumo e tudo aconteceu muito rápido".

O Free Fire saiu com nove troféus – além da própria categoria, o 'FF' venceu os concorrentes em todas as oito categorias na qual concorria a algo. O game ainda foi eleito o melhor jogo online para celulares no Techtudo, melhor jogo do ano pelo F5, da Folha de S. Paulo, e entrou na galeria do START de jogos que definiram 2019.

O sonho era ser jogador do Corinthians, mas de futebol. Acabei tomando outro rumo e tudo aconteceu muito rápido – Nobru, jogador do Corinthians de Free Fire

O "Frifas", como é chamado de forma bem humorada, é um jogo no estilo Battle Royale – um formato que mistura exploração e sobrevivência. O último vivo é o vencedor. No cenário competitivo, claro, o formato é diferente, com pontuações diferenciadas para abates e sobreviventes.

O pico de 1,2 milhão de espectadores simultâneos durante o Mundial, maior audiência histórica do YouTube Brasil, é um alerta não só para os outros games, mas para a indústria do esporte e do entretenimento no país como um todo. O reconhecimento vem não somente do nicho e prova o valor do esporte eletrônico diante de concorrentes tradicionais como o próprio futebol…

É oficial: o "tal do Free Fire" veio pra ficar!

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.

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