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O Brasil não é mais o país do Counter-Strike?!

Leo Bianchi

16/01/2020 06h00

FalleN e cia. comemoram o título da ESL One Cologne em 2016

A foto acima é uma das mais importantes para o esporte eletrônico brasileiro. É a imagem que me vem à cabeça toda vez que penso em Counter-Strike. Gabriel "FalleN" e companhia levaram o Brasil ao topo do mundo. Fizeram história… Até porque já faz um certo tempo que essa cena não se repete.

O fã brasileiro de eSport se acostumou a comemorar títulos no 'CS' – jogo de tiro que completou duas décadas de existência no ano passado e que continua fazendo sucesso estrondoso até hoje. FalleN, um dos grandes responsáveis pelo eSport ser grande no Brasil, possui um legado invejável no game, mas não tem conseguido alcançar bons resultados. Afinal, o que aconteceu com ele e a MiBR, equipe histórica e reconhecida a nível mundial, nos últimos meses? (Em entrevista ao START, Epitácio "TACO" também falou da má fase).

Em 2017, era o time a ser batido, conquistando 8 títulos na temporada

A lembrança dos Majors de 2016, sob a tag da Luminosity e da SK Gaming, com o histórico quinteto composto por FalleN, coldzera, fer, TACO e fnx, ainda é fresca na memória do torcedor. Talvez por isso a cobrança seja proporcional: o brasileiro se acostumou a ver o país no topo do pódio. Como SK, foram oito títulos em 2017, com a mudança pontual de Felps e, posteriormente, Boltz na vaga antes pertencente a fnx. O ano passado foi contrastante em todos os sentidos. Embora o CS brasileiro tenha continuado sua expansão, com o crescimento impressionante da FURIA e também de outras organizações, como INTZ, DETONA, Sharks e Team oNe, por exemplo, a MiBR amargou um ano na seca e ainda viu uma mudança brutal de filosofia no aspecto elenco: foram diversas trocas na line-up sem um resultado expressivo.

Coldzera, eleito duas vezes o melhor jogador do mundo de CS, pediu para sair da MiBR em 2019

Os americanos Stewie2K e tarik, o sérvio (hoje técnico da FaZe Clan) YNk, os brasileiros LUCAS1 e kNg, o argentino meyern… É preciso acionar a memória com esforço para lembrar tantas transferências. A maior delas, sem dúvida, sedimentada na saída de coldzera. Restam, juntos, da formação que os fãs tanto veneram, FalleN e fer. E com uma pressão enorme nas costas.

A história do que a dupla fez pelo Counter-Strike brasileiro é conhecida e inquestionável. A bandeira verde e amarela foi fincada para sempre no cenário competitivo do game graças aos esforços que merecem ser reverenciados. Mas, obviamente, o torcedor sempre quer mais. E a péssima lembrança da BLAST Pro Series São Paulo, com cinco derrotas em cinco partidas diante de um Ginásio do Ibirapuera lotado, ainda dói.

É precoce falar em novos capítulos ou páginas viradas no CS:GO nacional, mas é necessário um divisor de águas urgente. E quer oportunidade melhor do que um Major, o primeiro da história, no Brasil? Em maio deste ano, presenciaremos a ESL One Rio. Pode ser a chance que a MiBR e o torcedor tanto esperam, pra gente poder bater no peito e falar que ainda somos o país do CS. Um título, em casa, refrescaria nossa memória. E apoio, certamente, não vai faltar!

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.

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