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Fortnite: A maneira mais rápida de um adolescente se tornar milionário

Leo Bianchi

28/01/2020 12h31

O americano Kyle "Bugha", à época com 16 anos, venceu a Copa do Mundo de Fortnite em 2019 e faturou R$ 11,4 milhões

Se você é pai ou mãe de uma criança ou de um(a) jovem que gosta de videogame, é muito provável que já tenha ouvido falar do Fortnite – game do estilo Battle Royale lançado em julho de 2017. Disponível para PC, console e dispositivos móveis de forma gratuita, o título não somente virou "febre" em diversas faixas etárias, como mudou a realidade de muita gente em tão pouco tempo de existência e revolucionou o mercado do esporte eletrônico.

Em julho do ano passado, o Fortnite teve sua primeira Copa do Mundo, em Nova York, nos Estados Unidos. Foram nada menos que US$ 30 milhões em premiações distribuídos entre os participantes. Trata-se da segunda maior premiação da história dos eSports, atrás do The International de 2019 – o Mundial de Dota 2.

A emocionante reação do quinto colocado do torneio, o argentino Thiago "k1nG" (melhor sul-americano no torneio) ao encontrar seu pai logo após a competição dá uma boa noção de quanto o Fortnite já mudou a realidade de diversas famílias. O garoto, então com 13 anos, levou para a casa US$ 900 mil. Ou seja: tornou os pais milionários no seu país de origem. Veja abaixo:

Mas como um jogo pode lucrar tanto se é gratuito? Acredite: há centenas de formas. A Epic Games se mostra exemplar neste sentido. A marca Fortnite está espalhada por todos os cantos, de camisetas a brinquedos, passando por miniaturas e itens colecionáveis. E o principal: o jogo sabe se vender. A todo momento há novidades interessantes para serem adquiridas dentro do game.

Os gráficos amigáveis para um FPS que atrai muitas crianças e a diversidade de desenhos, cores e ideias se mostraram um trunfo enorme do Fortnite. As skins do game fazem sucesso e viralizam até mesmo entre os que não jogam. A estimativa, segundo o CEO da Epic, Tim Sweeney, afirmou em entrevista recente ao GameDaily é de que a empresa lucrou R$ 3 bilhões em 2019.

Conversei com responsável pelo game no Brasil, Leão Carvalho. Apesar da esclarecer que a Epic Games não costuma revelar muitos planos e falar com a imprensa, ele afirmou que:
Pelo nosso país ser um das principais pra Epic, especialmente em relação ao competitivo, estamos investindo numa infraestrutura que leva em conta a realidade brasileira. O que quero dizer com isso é que provavelmente veremos ainda mais coisas no Brasil que não vamos ver em outros lugares do mundo.

Durante a Copa do Mundo de Fortnite, o gaúcho Henrique "Kurtz" posa pra foto ao lado do americano Richard "Ninja", considerado o maior streamer do mundo

O Brasil é o quarto mercado do mundo em jogadores ativos de Fortnite, com mais de 6% dos usuários. Na Copa do Mundo, cinco representantes nacionais participaram – o melhor deles foi Henrique "kurtz", de 14 anos, que terminou na 27ª colocação. A baixa média de idade é um alento de crescimento exponencial nos próximos anos. Olho neles!

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.

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