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CLUTCH: o Brasileirão que trouxe o Counter-Strike de volta ao país

Leo Bianchi

12/02/2020 12h00

A paiN Gaming foi campeã do CLUTCH em 2019

"Uma verdadeira experiência imersiva no mundo do CS:GO": essa é a promessa do CLUTCH, o Brasileirão de Counter-Strike, que quer ir muito além de trocações, rounds econômicos e duelos entre terroristas e CTs em um dos maiores games de todos os tempos. De volta nesta semana, após um adiamento causado pelas chuvas em São Paulo, o campeonato, que é realizado na moderna Arena BBL, em São Paulo, propõe um estilo diferenciado do esporte eletrônico.

Com uma premiação total de R$ 1.140.000 neste ano e uma vaga garantida ao campeão na MOCHE XL Esports, torneio de CS:GO em Portugal, o CLUTCH tem oito equipes no páreo: W7M, DETONA Gaming, Isurus, RED Canids Kalunga, Vivo Keyd, Alma Gaming, Bravos Gaming e Soberano. Entre os embaixadores, ninguém menos que Gabriel "FalleN", o capitão da MiBR.

Em 2020, o CLUTCH terá cenários inspirados pela street art, buscando uma interação entre o estilo de vida urbano e o universo dos eSports

O que mais chama a atenção é a preocupação com o produto final, algo que nem sempre está presente nas competições esportivas – não só no eletrônico, como também nas modalidades ditas tradicionais. O CLUTCH formatou cenários que remetem à street art, buscando uma interação entre o estilo de vida urbano e o universo dos eSports. Para isso, fechou uma parceria com a produtora UZZN e terá músicas autorais feitas para o campeonato.

O CLUTCH se tornou muito mais que um torneio de CS:GO porque está trazendo mais representatividade a importantes movimentos, unindo a cultura urbana com os eSports. Ambos nasceram no underground e hoje se tornaram mainstream. Isso é comprovado pelos números da season anterior, quando o CLUTCH atraiu mais de 3 milhões de pessoas assistindo ao vivo, o que totalizou 75 milhões de minutos assistidos – Leo De Biase, co-fundador da BBL.

Em torneios de futebol, o esporte mais popular do país, raramente vemos uma atenção maior à arte e uma forma de interação com o público como o que o CLUTCH está se propondo a fazer. A ideia do "CS:GO raiz" atrai desde o heavy user, aquele que consome todo tipo de conteúdo relacionado ao jogo, até o que tem uma lembrança de infância sobre o game – especialmente nas versões mais antigas, como o 1.6, por exemplo.

Leo De Biase, cofundador da BBL

Como costumo enfatizar por aqui, o Brasil tem um potencial enorme para aumentar seu espaço no esporte eletrônico – seja revelando jogadores ou criando profissões em torno desse ecossistema. É fundamental que valorizemos o que é feito por aqui e nossa identidade, fomentando o cenário competitivo nacional. Seria repetitivo enumerar nossos feitos nos FPS ao longo dos anos. Que continuemos seguindo o caminho certo!

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.

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