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Project A: novo FPS da Riot vem forte e promete balançar mercado

Leo Bianchi

22/02/2020 04h00

Imagem de versão inicial (em desenvolvimento) de Project A, jogo de tiro da Riot Games (Reprodução/YouTube). O "Projeto A" veio de um grupo de desenvolvedores veteranos que amam FPS

A produtora de League of Legends, a Riot Games impactou o mercado de games e esportes eletrônicos em outubro do ano passado. Durante o evento de aniversário de 10 anos de sua até então obra única, anunciou uma série de novas empreitadas. Como grande fã de FPS, confesso: o Projeto A, título que será a aposta da empresa no gênero, me empolgou muito, por diversos motivos.

O jogo promete uma experiência tática competitiva baseada em aperfeiçoar os principais nomes do mercado nos games de tiro. A premissa da Riot não foi a de se isolar da concorrência e construir algo partindo apenas das próprias convicções, mas sim "beber de várias fontes". Counter-Strike, Rainbow Six Siege, Overwatch… As inspirações são diversas.

O Projeto A foi desenvolvido por funcionários da Riot que são fãs de FPS e queriam ver determinadas dinâmicas em ação em um novo jogo. A empresa acertou desde o início ao não querer lançar "mais um" game, mas sim algo que traga impacto ao mercado e faça os rivais diretos se movimentarem. Benéfico para as desenvolvedores e, principalmente, para os jogadores.

O Brasil, referência no gênero, tem contribuído diretamente de várias formas na formação do jogo. Nas últimas semanas, a Riot levou a Los Angeles, para testes prévios do Projeto A, referências da área do FPS: os streamers Alexandre "Gaules" e Joseph "Tecnosh", além do CEO da Gamers Club, Yuri "Fly".

A empolgação do Gaules, alguém que está no cenário de Counter-Strike desde os primeiros passos do game, foi notável. Ele já adiantou que o game tem diversos fatores parecidos com o próprio CS – como o fator economia e a ideia dos rounds econômicos para a compra de armas melhores, por exemplo (embora não goste muito desse formato, prefiro loadout full a cada round, como no Rainbow Six, por exemplo). Porém, cada personagem, no duelo cinco contra cinco, terá habilidades próprias, que podem ser adquiridas no início dos rounds.

Só o fato de o jogo nascer com o comprometimento de entregar ping baixo e sistema anti-cheat já é promessa de uma experiência interessante. A Riot fez algo que todas as desenvolvedores deveriam colocar em primeiro plano: ouvir a comunidade, seus apelos e ideias. Que o Projeto A esquente ainda mais o mercado dos FPS e seja divertido para todos nós!

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.

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