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Magic: card game tem brasileiro dominando o mundo

Leo Bianchi

25/02/2020 04h00

Paulo Vitor Damo da Rosa, o PV, foi campeão mundial de Magic e embolsou R$ 1,3 milhão!

Qual o primeiro jogo em que o brasileiro pensa quando se fala em cartas? Truco? Pôquer? Há um "primo" bem distante no qual nosso país é extremamente tradicional e, hoje, conta com o melhor jogador de todos os tempos. Se você não sabe o tamanho do Brasil no Magic: The Gathering, ele se traduz por nome e sobrenome: Paulo Vitor Damo da Rosa, o PV, que abriu 2020 conquistando nada menos que o Mundial do game e levando US$ 300 mil (cerca de R$ 1,3 milhão) como premiação.

Se você é mais velho (ou melhor, mais experiente), ao bater o olho na palavra Magic já deve automaticamente ter associado com o jogo de cartas que cresceu de forma impressionante na década de 90 e se firmou como fenômeno cultural no mundo inteiro. Para explicar tudo o que representa, como funciona, as variações, concepções estratégicas, definitivamente precisaríamos de uma outra série de textos.

Assim como qualquer jogo, o Magic foi se adaptando ao longo dos tempos. O MTG Arena, edição online que transformou o produto em esporte eletrônico, teve o beta lançado no fim de 2017 e ganhou sua versão final em setembro do ano passado. A promessa para este ano é que ele chegue também aos dispositivos móveis.

PV começou a jogar Magic, aos 9 anos, ainda da forma tradicional: carteado na mão. Mas a evolução para modalidade de eSports mudou a vida dele

Os jogadores "raízes", obviamente, também se adaptaram bem a essa transição. E aí voltamos a falar de PV. Nascido em 1987, ele é o primeiro sul-americano a ter sido incluído no Hall da Fama do Magic, em 2012. Ele respira o jogo desde os nove anos de idade. Para muitos, é o melhor de todos os tempos na complexa trama estratégica que rondam tais cartas colecionáveis.

O Magic com certeza mudou todos os aspectos da minha vida. Durante muito tempo foi o meu hobby, depois a minha profissão. Por causa do Magic eu conheci mais ou menos 30 países, aprendi a falar inglês, vivi muitas experiências diferentes e principalmente conheci amigos de todos os lugares que eu provavelmente vou levar para a vida toda, afirmou PV em entrevista recente ao START.

A concorrência no mercado de card games é intensa. Além do Magic, outras grandes franquias como Pokémon e Yu-Gi-Oh! também ocupam um bom espaço na preferência dos fãs. Isso sem falar, é claro, nos tradicionais Hearthstone e Gwent, além do recém-lançado Legends of Runeterra – este, ambientado no universo de League of Legends.

Os jogos de cartas online vão muito além da simplicidade, ganham atualizações constantes e desafiam seus praticantes o tempo todo. São extremamente complexos e envolvem capacidade de lógica, estratégia, adaptação… Representam mais uma prova de como o esporte eletrônico pode desenvolver o raciocínio e ajudar intelectualmente qualquer praticante. Encontre você também seu favorito e coloque a cabeça para funcionar!

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.

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