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Dia Internacional das Gamers: obrigado, meninas, vocês engrandecem o eSport

Leo Bianchi

08/03/2020 01h00

A apresentadora Camilota XP foi eleita a personalidade de 2019 no Prêmio eSports Brasil

No dia 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. O texto de hoje do GGWP apresenta a vocês algumas das muitas mulheres que ajudaram os eSports, no Brasil e no mundo, a se transformar no que ele é hoje. O cenário competitivo feminino atravessa diversas dificuldades, ainda esbarra no absurdo do machismo, mas se fortalece a cada dia.

No nosso país, temos organizações comandadas por mulheres. Na Black Dragons, Nicolle "Cherrygumms" fez história ao aparecer, no fim do ano passado, na lista Under 30 – umas seleção de jovens promissores feita pela revista Forbes Brasil. A garota de 22 anos, ex-jogadora profissional de Rainbow Six Siege, batalha diariamente pelo crescimento e emancipação das figuras femininas nos eSports.

Ela foi uma das embaixadoras da campanha #MyGameMyName, desenvolvida em 2018 pela ONG Wonder Woman Tech com o objetivo de mostrar como as mulheres ainda sofrem ao exibir a própria identidade em jogos online e, muitas vezes, se escondem sob nicks masculinos para evitar o preconceito. Cherry esteve em Brasília para audiências públicas debatendo a regulamentação dos esportes eletrônicos e lutando a favor do cenário.

E essa batalha está longe de ser nova. Lá em 2004, a Ladies, equipe brasileira feminina de Counter-Strike, foi vice-campeã mundial na Electronic Sports World Cup. O nome é familiar? Pois é, estamos falando da ESWC, mesmo torneio conquistado pela MiBR em 2006 e considerado um dos grandes marcos do Brasil nos eSports.

A falta de incentivo e de visibilidade se refletem no baixo número de mulheres presentes no cenário de diversos games. No League of Legends, conseguimos contar nos dedos os exemplos presentes no ambiente profissional. No Brasil, Júlia "Mayumi" e Julia "Cute" foram as únicas a atuar profissionalmente. Nos EUA, Maria "Remilia", que morreu no fim do ano passado, foi a primeira a abrir portas no cenário, lá em 2013.

Os destaques entre as mulheres não param entre as atletas. Que o digam a narradora Babi Micheletto e a comentarista Victória "Viic" Rodrigues – esta, a primeira a comentar uma liga profissional de Rainbow Six Siege no mundo inteiro. E o que dizer de Carol "Tawna", Ana Xisdê e Camila "Camilota XP" (eleitas Melhor Caster e Personalidade do ano, respectivamente, no Prêmio eSports Brasil 2019), que dão show no Free Fire, Letícia Motta e Ravena Dutra, no League of Legends.

E o que dizer de Nyvi Estephan? O sucesso dela no cenário de eSports é notório. Se destacou como apresentadora dos campeonatos de Rainbow Six Siege no Brasil (mas já tinha uma longa bagagem no universo gamer) e foi indicada ao The Game Awards em 2019 (o oscar do esporte eletrônico). O talento da Nyvi rompeu a barreira dos games e da internet. Hoje é apresentadora de um quadro de eSports no programa Esporte Espetacular, da TV Globo, e também é repórter do Big Brother Brasil. Dos games para o mundo, explodiu Nyvi, parabéns!

Seria impossível enumerar aqui todos os exemplos de mulheres competentes e capacitadas que já encontrei no meio dos esportes eletrônicos. Que o dia dedicado a elas não seja um marco passageiro, mas sim um motivo para reflexão de como precisamos evoluir, dentro e fora do cenário, repensando atitudes!

Camilota, Tawna e Ana Xisdê, da equipe de transmissão da Liga Brasileira de Free Fire (Fotos: Divulgação/Garena)

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.