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O Coronavírus chegou ao eSport brasileiro: e os mundiais de R6 e CSGO?!

Leo Bianchi

17/03/2020 14h30

Free Fire. League of Legends. Counter-Strike: Global Offensive. Call of Duty. Just Dance. Overwatch. Dota 2. FIFA 20. PUBG. Apex Legends. Rainbow Six Siege. Street Fighter V. Pokémon GO. Essa poderia ser uma lista de games que o GGWP sugere ao seu leitor para curtir o fim de semana, mas o caso é sério: são algumas das modalidades de esportes eletrônicos afetadas diretamente em seu cenário competitivo por conta da pandemia do coronavírus nas últimas semanas.

Já havíamos falado aqui no blog sobre como o espalhamento da doença fez algumas competições, inicialmente na Ásia, mudarem seu calendário ou seu formato para resguardar jogadores, estafe e todos os funcionários envolvidos na realização dos respectivos torneios. Porém, de lá para cá, o estado de atenção se ampliou consideravelmente, e os efeitos na indústria dos games também foram sentidos.

Um dos maiores impactos nesse sentido foi o cancelamento da E3, uma das maiores feiras de jogos eletrônicos do planeta, que aconteceria em Los Angeles, entre os dias 9 e 11 de junho. Levando em conta que estamos próximos a uma nova geração de consoles, o evento nos Estados Unidos seria um epicentro de grandes novidades para a comunidade. Ainda se cogita uma organização para anúncios online, mas é claro, sabemos que não é a mesma coisa.

Obviamente, o GGWP não tem a intenção de questionar qualquer decisão em prol da saúde da população ou os métodos de prevenção ao coronavírus. Pelo contrário: você, que está lendo esse texto, assim como eu ou qualquer outro ser humano consciente, devemos nos atentar para toda e qualquer orientação dos órgãos responsáveis. Saúde em primeiro lugar. A intenção do texto é, única e exclusivamente, mostrar como a indústria dos nossos amados games e eSports está respondendo à situação.

No caso do Brasil, o CBLoL foi suspenso por 15 dias. Agora, os olhos se voltam para a Pro League de Rainbow Six Siege (já cancelada) em São Paulo e para o inédito Major de CS:GO no Rio de Janeiro (embora a organização do evento ainda não tenha se manifestado com relação à realização do campeonato, dificilmente deve ocorrer por conta de uma determinação da prefeitura do RJ que revoga a licenças para eventos com grande aglomeração de pessoas). São torneios de enormes, mundiais, inevitavelmente afetados. A essa altura, o que nos resta é torcer para que esses campeonatos sejam adiados e, uma vez que a situação esteja normalizada, disputados. Não faz sentido que aconteçam sem a presença de torcedores. Melhor esperar do que se frustrar com um evento sem nosso maior patrimônio: os fãs.

Diante de uma pandemia, soa óbvio dizer que a situação é caótica. O esporte, eletrônico ou não, pode esperar. Nós, fãs, teremos novas chances de ver nossos ídolos com mouse e teclado em mãos de perto. O momento é de evitar aglomerações, e o que mais queremos para os campeonatos aqui no Brasil é casa cheia. Então, hora de se cuidar, seguir todas as orientações e ajudar como podemos para que, o quanto antes, possamos estar de novo nas arquibancadas vibrando juntos.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.