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Gaulês é exemplo de resiliência e sucesso no CS. Máximo respeito!

Leo Bianchi

21/03/2020 09h00

Uma das modalidades de eSports de maior sucesso do mundo, o Counter-Strike completou 20 anos no ano passado. Para o Brasil, o FPS da Valve tem uma importância enorme: nos deu títulos e uma história muito rica no cenário competitivo. História, esta, da qual Alexandre Borba, o Gaules, é parte indissociável. Como jogador, técnico e, hoje, chefe de uma tribo, tal qual o próprio diz, ele segue fomentando o CS como poucos souberam ou sabem fazer.

No fim de fevereiro, Gaules foi responsável pela maior audiência da Twitch, tradicional plataforma de transmissão de games, em todo o mundo ao longo da semana. Incansável, ele faz questão de convocar os "brasileirinhos", como chama em tom de brincadeira os fãs de CS, para acompanhar as equipes nacionais com um casting patriota e divertido.

Há quem prefira transmissões mais tradicionais, com narrador, comentarista, apresentador e toda a estrutura inerente a esse tipo de trabalho, mas Gaules não precisou abandonar o próprio estilo para atingir o sucesso absoluto. No próprio quarto, interagindo o tempo todo e com uma irreverência única, criou um formato que desperta curiosidade e prende quem assiste.


Os mais novos, que não viveram a época do CS 1.6, podem gostar do streamer sem saber a enorme caminhada dele no cenário. A palavra "resiliência" tatuada em sua mão direita diz muito sobre a montanha-russa de emoções pela qual Gaules já passou ao longo da vida – criação da g3x, chegada à MIBR, saída e retorno ao cenário, falência, até uma tentativa de suicídio e… um retorno triunfal. Com o apoio de sua tribo, a quem faz questão de agradecer o tempo todo.

As poucas horas de sono, que se refletem nas muitas horas de transmissão ao longo de cada mês, são o de menos para o streamer. Foi diante da tela, conversando com um número cada vez maior de fãs, que ele se recuperou de uma depressão profunda, deu a volta por cima e voltou a se tornar um dos maiores símbolos da rica história do CS:GO brasileiro.

É admirável ver alguém com tanta paixão pelo esporte eletrônico chegar ao topo. Obviamente, como qualquer mercado, o cenário também precisa de retorno financeiro, de campeonatos rentáveis, de milhões de fãs, mas é no microcosmo, nos pequenos detalhes, em pessoas que se importam de verdade, que vemos porque os eSports criam grandes famílias e unem tanta gente diferente. Gaules está aí e não nos deixa mentir.

A tribo cuida da tribo. Máximo respeito!

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.