PUBLICIDADE

Topo

Histórico

O legado de Faker no League of Legends vai além de títulos...

Leo Bianchi

03/04/2020 11h00

Faker e seus troféus do MSI de League of Legends. Ele é considerado o maior de todos os tempos no moba da Riot (FOTO: Divulgação/Riot Games)

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Definitivamente, esse é o caso da foto que ilustra o texto que vocês leem aqui. Para quem ainda não conhece, o protagonista em questão é Lee "Faker" Sang-hyeok, o maior jogador de League of Legends da história, acompanhado de nada menos que seus três Mundiais e dois MSI (Mid-Season Invitational, o segundo torneio internacional mais importante do MOBA, perdendo somente para o Worlds). Tá bom ou quer mais?

"Nossa, o cara ganhou tudo isso, deve estar se aposentando já". É aí que você se engana… Por mais surreal que isso pareça, Faker tem apenas 23 anos. Nasceu em 1996. Vestindo a camisa da SKT, hoje chamada de T1, organização que defende desde que iniciou sua trajetória no cenário competitivo, conquistou os Mundiais de 2013, 2015 e 2016. Bateu na trave em 2017, quando sua imagem chorando, desolado, diante do estádio Ninho do Pássaro lotado, viralizou por todo o planeta.

Faker chora após a derrota do MSI de 2017. (FOTO: Divulgação/Riot Games)

No início deste ano, Faker renovou por três anos com a T1 e se tornou um dos sócios da organização. Ou seja: além de jogador titular da rota do meio e capitão, ele também é um dos donos da equipe. Uma responsabilidade enorme para o profissional e um orgulho para os torcedores. Quem não gostaria de ter no seu time alguém cuja história se confunde com a do próprio clube?

"A maneira como me sinto em relação a vencer é a mesma: eu quero mais. Eu amo jogar, e vencer campeonatos parece natural. A paixão, definitivamente, é um fator chave", disse o sul-coreano, no vídeo em que foi anunciado para a nova função.

A intenção da T1 é justamente a de fazer com que as pessoas que se deparem com o escudo da organização pensem: aí está o maior time de eSports do mundo. A equipe, que antes atuava somente no League of Legends, está expandindo suas operações. Agora também conta com elencos em outros games, como PUBG, Fortnite, Apex Legends, entre outros títulos.

Recentemente, a T1 também fechou uma parceria com a Nike. Cada vez mais, o sucesso se expande além do fator competitivo, ganhando espaço também em marketing e publicidade. A adição de Faker como sócio é uma jogada de mestre nesse sentido. O profissional é ídolo de uma geração. Vincular a organização à imagem dele é benéfico a todos.

O conceito de jogadores muito identificados com um time ainda é algo que engatinha nos eSports, mas tende a ser forte no futuro. A fidelização do público nos games é impressionante, da audiência nos jogos à compra de produtos. É preciso aproveitar ao máximo. Que Faker seja o primeiro de muitos nesse caminho!

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.