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Divertido e difícil: Valorant não é pra qualquer um!

Leo Bianchi

03/05/2020 09h15

Longe de mim querer fazer inveja em vocês, meus amigos leitores, mas sim, indo direto ao ponto: eu testei o Valorant! Após algumas horas de gameplay, o adjetivo que melhor define o FPS da Riot Games é: divertido! Porém, não se anime tanto, pois não é fácil jogar! O Beta Fechado chega na próxima terça-feira, dia 5 de maio, ao servidor brasileiro, e certamente será o assunto da semana. Mesmo para quem não tem os jogos de tiro em primeira pessoa como gênero favorito, vale a experiência.

A mecânica é muito parecida com a do Counter-Strike: Global Offensive. Quem já está acostumado ao game da Valve não sofrerá na adaptação ao Valorant – até porque a decisão é mais na bala do que nas habilidades dos personagens, que representam o principal diferencial do jogo da Riot. Elas são bem variadas, combinam bem, mas não ganham jogos. O game é técnico e tático, requer inteligência e, principalmente, habilidade.

Um ponto bem interessante: há uma área dedicada ao treinamento onde você pode ajustar sua mira e a sensibilidade (e você vai precisar disso). A lógica da economia na compra de armas é bem simples de entender. Além disso, as quatro diferentes classes de agentes permitem que os jogadores se adaptem às suas características de movimentação. São elas: iniciador, duelista, controlador e sentinela.

Área de treinamento do Valorant. É possível afiar seu reflexo, precisão e testar os diferentes recuos das armas do jogo

Alguns gadgets, como câmeras, drones, paredes que servem como escudo, lembram mecânicas do Rainbow Six Siege. Há muita estratégia envolvida nesse sentido. Na comparação com o CS, um diferencial do Valorant é o fato de todas as armas contarem com Aiming Down Sight (ADS) – ou seja, a "aproximação" da mira para o momento da trocação. Porém, é necessário se adaptar ao recoil e saber como atirar. E esse talvez seja o grande desafio do game.

Pra jogar Valorant é preciso se adaptar à mecânica de mira clássica do CS: atirar parado e entender o padrão de recuo das armas. Mirar (ADS) raramente ajuda na precisão dos tiros. O que é bem frustrante pra quem joga FPS modernos – como Call of Duty, Battlefield e Rainbow Six Siege, por exemplo. Prática e treino são mais que necessários.

A Sniper é uma das armas mais fortes do game, mas também exige um alto grau de conhecimento de movimentação e mecânica para acertar os tiros

Os rounds fluem rapidamente, e a construção dos mapas chama a atenção por forçar ao máximo que os jogadores pensem de maneira tática. A ideia dos desenvolvedores é que, uma vez dentro do game, cada usuário colete informações, faça previsões e tente traçar uma ideia do que os inimigos estão fazendo, round após round. O mapa Haven, que conta com três bombsites, promete brilhar demais no cenário competitivo.

Os gráficos são claros e limpos e devem atrair públicos de todas as idades e de diferentes jogos. Nas partidas em que estive, joguei com a galera do Overwatch, do LoL, do CS, do Rainbow Six… A Riot conseguiu criar uma atmosfera de empolgação em torno do título, entrando em uma área totalmente inexplorada para ela até então, que é a dos FPS.

É necessário ressaltar também que, jogando dentro do servidor brasileiro, tivemos uma ótima experiência do ponto de vista competitivo. Sem lag, com o game rodando liso. Os 128 de tick-rate (frequência com que o servidor atualiza o estado do jogo) faz com que ninguém seja prejudicado por ter um equipamento menos avançado que o do seu adversário. O Valorant premia a masterização da habilidade, sem aleatoriedades.

O Brasil reúne todos os elementos necessários para ganhar relevância no cenário – que, certamente, se estabelecerá com uma velocidade impressionante, tendo em vista a quantidade de pro players de todos os jogos interessados no Valorant. Afinal, o jogo foi concebido com esse propósito: ser competitivo!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.