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Epic se posiciona e vai tirar ban de Zenon. Campanha #FreeZenon deu certo

Leo Bianchi

05/05/2020 14h15

Zenon, de 9 anos, foi banido do Fortnite por 1460 dias por não ter a idade mínima para jogar torneios do game. Epic Game reconheceu uma falha no sistema do jogo e promete corrigiu o erro

Zenon em breve estará livre! A campanha #FreeZenon surtiu efeito. A Epic Games, produtora do Fortnite, se posicionou sobre o banimento de 1460 dias do jogador da DETONA Gaming, Zenon, de apenas nove anos. O motivo alegado foi que, mesmo jogando o modo Arena, Zenon não teria idade suficiente para competir no jogo. A reação do garoto, chorando ao lado do pai, viralizou.

Questionada pelo GGWP, a Epic Games afirmou que "Para que um jogador seja elegível para participar de qualquer torneio oficial de Fortnite, ele precisa ter pelo menos 13 anos, previsto por lei. Por causa desta regra, Zenon foi removido do FNCS Invitational e será impedido de participar de torneios competitivos até que complete a idade mínima. Infelizmente, por conta de uma limitação atual, o ban competitivo atualmente bloqueia a participação de jogadores tanto de torneios como do modo Arena. Percebemos que essa situação não é ideal e implementaremos uma atualização nos próximos meses, para que os jogadores que não forem elegíveis para participar de eventos competitivos possam continuar jogando o modo Arena. Agradecemos a paciência de todos".

A Epic Games explicou ainda que a conta de Zenon não foi banida, ele pode jogar e participar de qualquer modo não-competitivo e que a duração do ban não foi baseada na gravidade da situação, e sim no período necessário para que ele complete a idade mínima permitida para disputar torneios competitivos. E uma vez que a implementação esteja concluída, Zenon, e outros jogadores que sofreram o mesmo impacto, poderão participar do modo Arena.

Zenon faz live e é uma promessa do Fortnite aos 9 anos.

A rapidez com que o caso se espalhou nas redes sociais foi impressionante. A hashtag "#FreeZenon" virou a primeira nos Trending Topics do Twitter no Brasil e a segunda mais comentada do mundo inteiro. Gerou posicionamentos imediatos de ninguém menos que os youtubers Felipe Neto e Whindersson Nunes, além de Tyler "Ninja" Blevins – um dos maiores streamers do planeta, consagrado justamente pelo Fortnite. Isso significa muita coisa.


Primeiramente: um garoto de nove anos sonhar com um futuro no esporte eletrônico mostra o que significa esse cenário para as crianças de hoje em dia. Se muitos antigamente queriam ser o Ronaldo Fenômeno, outros tantos hoje buscam uma vida semelhante à do Ninja. E o apoio dos pais e responsáveis, como é o caso do Zenon, é fundamental nesse contexto. É necessário entender que isso é, sim, uma profissão, e pode mudar vidas.

Que o diga o argentino Thiago "k1ng", que no ano passado tinha 13 anos (idade mínima para competir) e foi o melhor sul-americano na Copa do Mundo de Fortnite. Quinto colocado geral, ele ganhou US$ 900 mil e, literalmente, mudou a vida da família dele. O abraço no pai ao comemorar o próprio feito é emocionante e nos leva a múltiplas reflexões sobre como o eSport, tal qual qualquer modalidade, molda novas histórias.

Obviamente, é necessária uma orientação rígida, mas com bom senso. Assim como tantos outros que o assistem e jogam videogame diariamente, Zenon é uma criança. Parece clichê propor reflexões sobre o tamanho dos eSports e como eles mudaram a lógica de um mercado, mas a rapidez com que pro players, organizações, streamers e influenciadores, de dentro e fora do Brasil, se mobilizaram para ajudar um garoto a continuar o sonho dele é uma lição para outros ambientes.

O Fortnite é um dos jogos que mais se notabiliza por talentos de menores faixas etárias. O campeão mundial, Kyle "Bugha", tinha 16 anos ao levantar a taça. Isso reforça cada vez mais a todas as publishers o quanto é importante ter um cenário bem estruturado, que atenda a todas as demandas de qualidade e profissionalismo, para que outros pais estimulem seus filhos a permanecer nesse mercado e ajudar a ampliar ainda mais o cenário.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.