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FURIA chega ao Top 4 mundial de CS:GO, mas ainda quer mais

Leo Bianchi

16/06/2020 08h58

A equipe brasileira FURIA de CSGO assumiu o quarto lugar do ranking da HLTV

Melhor time brasileiro no Counter-Strike: Global Offensive nos últimos meses, a FURIA subiu mais um degrau no cenário competitivo nos últimos dias. O título da DreamHack Masters Spring nos Estados Unidos, com direito a 3 a 0 sobre a poderosa Team Liquid na final, é mais um dos sinais de desenvolvimento da organização e do elenco, que atingiu a quarta posição no conceituado ranking mundial elaborado pela HLTV, principal referência no FPS da Valve.

Com 767 pontos, a FURIA é o único time da região norte-americana no Top 5. Está atrás das europeias G2, fnatic e FaZe Clan – esta última, onde joga o brasileiro eleito duas vezes melhor do mundo, Marcelo "coldzera". No Top 10, além da line brasileira, somente a Team Liquid, em sétimo. A MiBR, hoje, ocupa o 18° lugar geral. A caminhada da organização, gerida por Jaime Pádua, André Akkari e Cristian Guedes, é ascendente.

Desde 2017, quando a FURIA foi criada, a mentalidade do trabalho, dentro e fora de jogo, sempre chamou a atenção pelo profissionalismo – destacado constantemente pelos jogadores em suas entrevistas, não só no CS:GO, mas também no League of Legends, game no qual a organização passou a trabalhar após fechar uma parceria com a Uppercut. E no FPS, hoje carro-chefe da organização, acomodar-se não é uma opção.

"Desde que o (Henrique) HEN1 chegou, estávamos adaptando muita coisa, e agora estamos colhendo os frutos de meses de trabalho. Não estamos contentes com nosso jogo, e no CS acho que é impossível estar, independentemente de ranking, de ganhar ou perder. Vamos trabalhar sempre mais", afirmou Andrei "arT" Piovezan, em entrevista exclusiva ao GGWP.

O fortalecimento da marca da organização nos últimos anos foi impressionante. Neymar, Casemiro, Lucas Paquetá e Arthur são alguns dos jogadores de futebol que aparecem constantemente torcendo pela equipe nas redes sociais. O contrato fechado com a Nike como fornecedora esportiva em julho do ano passado dá uma boa dimensão da evolução competitiva e também no campo dos negócios da organização.

"Cada vez mais recebo mensagens de fãs, pessoas que se emocionam e se inspiram com a gente. Nunca imaginei na minha vida que eu pudesse ser o palco de tamanha influência, saber que eu posso influenciar pessoas que se espelham em mim, isso mudou e está mudando quem eu sou de uma forma extremamente positiva", comemorou arT.

O próximo compromisso da FURIA é nesta terça, em mais um clássico brasileiro diante da MIBR, adversário que vem sendo constante para a organização nos últimos meses, pelas finais da BLAST Premier Spring das Américas. Neste ano, já foram 10 mapas disputados entre os compatriotas, com oito vitórias da FURIA. arT não titubeia quando questionado sobre a primeira posição do ranking mundial: se o nível for mantido, o sonho se transformará em realizada.

"Com certeza, se mantivermos a mesma postura dessa DH nos torneios que estão por vir, é só uma questão de tempo", resumiu o jogador.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.