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O que esperar dos campeonatos e do cenário competitivo de Valorant?

Leo Bianchi

25/06/2020 09h00

Após muita badalação, expectativa e um período de Beta Fechado que gerou bons números no Brasil, o Valorant chegou em sua versão final ao país. Com um novo mapa (Ascent) e uma nova agente (Reyna), o FPS da Riot Games inicia, oficialmente, sua campanha de concorrência a outros games do gênero – em especial, o Counter-Strike: Global Offensive. Mas quais devem ser os próximos passos do jogo para se consolidar e não ser apenas "mais um" em um mercado tão quente?

O estabelecimento do cenário competitivo de Valorant será fundamental para ditar os rumos do game nos próximos meses. A Riot já deixou claro que não tomará totalmente as rédeas dos campeonatos em um momento inicial. A produtora estabeleceu diretrizes para um circuito aberto, optando por uma vertente diferente do que acontece no League of Legends, por exemplo, seu principal produto.

O que determinará o sucesso do Valorant será uma administração ponderada e atenciosa de todos os fatores que podem prejudicar no sentido competitivo. Por exemplo: de nada adianta estabelecer um cenário repleto de campeonatos, se o game não tiver um balanceamento adequado e um combate cada vez mais intenso contra os cheaters – problema, este, sistêmico em qualquer FPS. É necessário olhar para o título como game e também como modalidade de eSports.

A Riot dividiu o cenário competitivo inicial em três tipos de torneios: pequenos, médios e majors. Os pequenos são organizados por jogadores ou figuras relevantes da comunidade, com premiações de no máximo US$ 10 mil e estabelecido somente de forma recreativa. Os médios podem ter organizações e marcas envolvidos, com monetização e premiação de até US$ 50 mil. Os Majors seriam aqueles organizados por empresas como ESL, DreamHack, OGN e seriam apoiados pelo time global da produtora.

No caso dos torneios médios e majors, é necessário ter, respectivamente, o aval da Riot em âmbito regional e global. Trata-se de uma maneira inteligente da empresa gerenciar o cenário de um game que precisa se estabelecer e se firmar diante da concorrência. De nada adiantaria fechar o circuito e limitar que organizações e determinadas regiões a desenvolverem o próprio projeto e investirem no jogo.

Cada game tem um tempo determinado de estabelecimento para formar um cenário propriamente dito. O próprio League of Legends, por exemplo, foi lançado em 2009 e, em 2011, já tinha o próprio Mundial. Rainbow Six Siege saiu em 2015, começou a se estabelecer no ano seguinte, com alguns campeonatos, mas cravou o próprio nome de maneira efetiva em 2017, com a primeira edição do Six Invitational. O Counter-Strike, com suas várias versões, passou por altos e baixos, e hoje está aí, firme e forte.

O Valorant certamente tem o CS como principal foco de concorrência enquanto game, mas absorverá jogadores do Overwatch e do Rainbow Six. Que o diga Jay "sinatraa" Won, campeão da Overwatch League com o San Francisco Shock e MVP da competição, um dos que já anunciaram a migração para o FPS da Riot Games. Streamers, criadores de conteúdo, times… O jogo vai mobilizar muita gente e está em boas mãos para crescer como esporte eletrônico.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.