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Sucesso meteórico levou Razah, revelação das streams de R6, pra Team Liquid

Leo Bianchi

03/09/2020 09h00

Razah é o novo contratado da Team Liquid. Jogador de Rainbow Six Siege será criador de conteúdo exclusivo da organização (Team Liquid/Divulgação)

Um fenômeno na criação de conteúdo chamou a atenção da comunidade de Rainbow Six Siege nos últimos meses. Rafael "Razah" Ribeiro joga o FPS da Ubisoft desde o Beta no Xbox One. Chegou a se classificar para o único Invitational disputado no console, em 2017, mas acabou não viajando ao Canadá por conta de problemas com o visto. No mês passado, foi anunciado por ninguém menos que a Team Liquid, organização dominante no cenário competitivo nacional do game. O caminho que o levou a esse sucesso meteórico é curioso e envolve habilidade – para jogar, entreter e cativar um público exigente.

Hoje, os principais streamers de Rainbow Six no Brasil são os próprios pro players. Os donos dos maiores públicos são André "Nesk" e Luccas "Paluh", que também pertencem à Liquid. Os fãs do jogo costumam acompanhar de forma assídua quem realmente tenha capacidade técnica no game, o que torna a formação de novos criadores de conteúdo uma tarefa difícil – fator que também limita o crescimento de fan base do jogo em Lives, afinal R6 não é um game fácil. Razah, embora bom jogador, sabe divertir. Arranca risadas seja atuando ou simplesmente reagindo aos jogos e lances do Campeonato Brasileiro.

"Eu percebi que daria pra seguir a carreira de streamer quando, a cada live que eu abria, mais e mais pessoas apareciam e deixavam um feedback de que era diferente de muitas outras lives, pelo fato de ser engraçada. Com isso, a quantidade de pessoas que assistiam só aumentava. Acredito que esse sucesso atual se deve ao fato de eu não ser um personagem na câmera e outra pessoa off stream. Eu somente ligo a câmera e faço as mesmas coisas", contou, em entrevista exclusiva ao GGWP.

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É isso rapaziada, streamer de uma das maiores orgs do planeta a @teamliquid

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Razah conhece a maioria dos pro players de Rainbow Six Siege no Brasil. Tornou-se uma figura unânime entre os torcedores de todas as organizações. A figura carismática se transformou em oportunidade de trabalho: chegaram as propostas de diversas equipes, e ele optou pela Liquid, único time do cenário nacional até hoje a conquistar um Mundial (Finais da Pro League em Atlantic City, em 2018) e dono de um forte trabalho de fortalecimento de marca nos bastidores, com um estafe impressionante.

– Vimos no Razah uma oportunidade em comum: ajudá-lo a crescer e se identificar com a maior torcida do Rainbow Six, mas também de buscarmos um público diferente, já que ele é um cara que transita bem em todas as torcidas. É um cara do bem, que passa muita diversão e tem um futuro promissor. Nossa ideia é crescer a imagem dele junto com a da organização – afirmou Rafael Queiroz, gerente operacional da Team Liquid no Brasil.

Em um dia no qual a transmissão do Brasileirão deste ano teve problemas técnicos, durante uma partida entre Liquid e Ninjas in Pyjamas, Razah foi a válvula de escape para o público se manter entretido enquanto as soluções eram buscadas. Nesse sentido, ele se aproxima do que fazem Alexandre "Gaules" no CS:GO e Gustavo "Baiano" no League of Legends: reações engraçadas, contestando os "crimes" cometidos pelos pro players ao longo dos jogos de forma leve e descontraída.

A exigência dos fãs no que diz respeito à técnica ilustra a fidelização do público do Rainbow Six Siege com o game. Outros nomes que fazem sucesso fora do país são George "KingGeorge" Kassa, ex-profissional, campeão do Invitational em 2017 com a Continuum e hoje streamer em tempo integral, além de MacieJay – este, talvez, o criador de conteúdo mais famoso do FPS, hoje contratado pela famosa Team SoloMid (TSM), que conta também com Jason "Beaulo" que era streamer e hoje joga profissionalmente pela equipe.

– O trabalho de conteúdo é essencial para cativar mais fãs e fortalecer a marca. Um streamer faz tudo que um pro player não pode fazer: dedicar-se a criar conteúdo integralmente, buscar um público casual, que curte o jogo e a diversão, e não só a competição. Cria uma conexão mais próxima, já que ele está ali disponível para interagir o tempo inteiro, algo que uma rotina de profissional não permite pelo tempo de dedicação – argumentou Queiroz.

Razah é uma prova de que, embora pareça um caso peculiar, o Rainbow Six Siege tem, sim, espaço para um bom trabalho de criação de conteúdo no que diz respeito às streams. Independentemente do alto grau de exigência da comunidade, o game já conta com uma base sólida e um potencial competitivo fortíssimo no Brasil. Estender isso para o entretenimento e gerar novas figuras para simbolizar o jogo é unir o útil e o agradável ao essencial para expandir ainda mais o universo do R6.

Razah durante ensaio fotográfico da Team Liquid em São Paulo (Team Liquid/Divulgação)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.