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paiN x INTZ: final clássica no CBLoL, que passa por uma grande revolução

Leo Bianchi

05/09/2020 08h00

A final do CBLoL no Allianz Parque em 2015 colocou mais de 10 mil pessoas no estádio do Palmeiras e mudou o patamar do esporte eletrônico no Brasil. Naquela ocasião, a paiN venceu a INTZ por 3 a 0 (Riot Games/Divulgação)

A construção do conceito de clássicos (Como Fla-Flu, no futebol, por exemplo) no esporte eletrônico ainda é algo novo, visto que o próprio cenário, como um todo, ainda é jovem perante as modalidades tradicionais. Recentemente, tivemos o aumento da rivalidade entre MIBR x FURIA no CS:GO, por exemplo. Fnatic e G2, na Europa, também costumam fomentar uma cultura interessante entre si, em diversas modalidades. Nos Estados Unidos, há um "Trio de Ferro" entre Team Liquid, Cloud9 e TSM. Aqui no Brasil, um desses interessantes embates definirá o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) neste sábado: paiN Gaming contra INTZ.

São seis títulos de CBLoL envolvidos na final, marcada para começar às 17h (horário de Brasília) deste sábado, em São Paulo: dois da paiN, quatro da INTZ. A organização Intrépida, inclusive, divide o posto de maior campeã do torneio com a KaBuM, com quatro taças cada. Ou seja: pode ter narrador invocando Galvão Bueno para gritar "É penta! É penta!" neste fim de semana. Fato é que ambas as equipes têm uma grande fan base e certamente estarão sendo apoiadas por milhares de pessoas ao longo da série melhor de cinco partidas.

Os dois times protagonizaram uma final que foi marcante para o cenário brasileiro de LoL, em 2015, no Allianz Parque. Mais de 12 mil pessoas compareceram para assistir à vitória da paiN por 3 a 0 sobre a INTZ. As imagens do estádio palmeirense, inaugurado no ano anterior, com arquibancadas tomadas por fãs do esporte eletrônico, além de um palco tecnológico, chamaram a atenção da grande mídia e abriram portas para o CBLoL crescer e se tornar o que é hoje.

É interessante notar como o CBLoL evoluiu e construiu narrativas ao longo deste período. A maior prova é Felipe "brTT" Gonçalves, cuja história se confunde com a do próprio campeonato. Dono de cinco títulos, ele estava presente na paiN nos dois conquistados pela organização e hoje, com 29 anos, tentará o feito de levantar a sexta taça e ir ao Worlds, o Mundial de League of Legends, pela terceira vez. Um veterano repleto de histórias para contar, tal qual a própria competição.

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Isso aqui é paiN. Rexpeita a história por favor. #gopaiN #ConfiaNoTri

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A transformação do torneio sob o sistema de franquias ainda traz uma série de dúvidas ao torcedor. Afinal, a entrada de um campeonato Academy, voltado à formação de atletas, suprirá o fim do carismático Circuito Desafiante? Um campeonato sem rebaixamento será tão emocionante quanto um com este dispositivo? O Brasil vai evoluir internacionalmente? Ainda é cedo para tentar avaliar qualquer coisa previamente, mas a tendência é que o formato seja extremamente benéfico para o país neste sentido.

Jogadores de INTZ e paiN se apresentam à torcida na final do CBLoL 2015, no Allianz Parque (Riot Games/Divulgação)

As cifras milionárias que precisarão ser investidas pelas organizações para entrar no CBLoL certamente farão com que todas nunca mais entrem para cumprir tabela ou pensando a longo prazo. O fato de poder cair e reduzir suas próprias receitas inibe, inevitavelmente, qualquer time de balancear o próprio planejamento entre o hoje e o amanhã. Franquias, quando bem geridas, aumentam a competitividade e fazem com que os envolvidos busquem formas diferenciadas de superar os concorrentes dia após dia.

Independentemente do resultado da decisão deste sábado, assistimos, mais uma vez, à Riot Games tirar do papel um campeonato enfrentando todas as dificuldades impostas pela pandemia do coronavírus. Após sofrer com o mesmo problema em meio ao primeiro split, a produtora conclui neste sábado mais um capítulo de superação, competência e, o mais importante, respeito aos fãs de eSports. O show continua.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.