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Do UFC para o R6: ver Anderson Silva apanhando no jogo é divertido

Leo Bianchi

08/09/2020 09h00

Anderson Silva foi campeão peso médio (84kg) do UFC de 2006 a 2013 e fez 10 defesas de cinturão na organização (Foto: Pablo Chasseraux)

Um dos maiores nomes do MMA da história, Anderson Silva concorre neste ano ao prêmio de…  melhor criador de conteúdo. Fã de Call of Duty e Rainbow Six Siege, a lenda do UFC agora atua também como streamer, em um projeto desenvolvido dentro da plataforma da Twitch. A estreia se deu em maio deste ano, e o Spider já conta com 20 mil seguidores em seu canal, com uma média de 550 pessoas em suas transmissões.

Além de jogar e se divertir, a ideia de Anderson Silva é se conectar não só aos antigos fãs, mas a um novo público, que o acompanhe para além do esporte tradicional e das artes marciais. Uma forma inteligente de valorizar a própria marca de forma descontraída. O lutador chegou a bater 69.300 espectadores únicos em uma live, com pico de 5.587 simultâneos.

Claro que não se espera do "Spider" um rendimento igual ao de Nesk ou Mav – eleitos melhores jogadores de Rainbow Six Siege pelo Prêmio eSports Brasil em 2018 e 2019, respectivamente – e até por isso a stream do lutador é divertida. Anderson ainda se confunde com as habilidades dos operadores do jogo, mas demonstra que a qualidade na mira, aos poucos, está melhorando no controle do Xbox One.

"Tivemos que transformar um dos maiores atletas do esporte brasileiro em um streamer de jogos online. Parece fácil, mas há uma grande responsabilidade por trás disso", afirma Pedro Oliveira, cofundador da OutField, consultoria focada nos negócios do esporte e do entretenimento que auxiliou Anderson com a ideia.

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Vai começar Twitch.tv/spidersilva

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O primeiro objetivo foi entender a relação de Anderson com o mundo dos jogos eletrônicos. Recentemente, o ex-campeão do peso médio do UFC participou do HyperX Play Together, evento idealizado pela marca de periféricos com diversas celebridades e influenciadores do cenário de esportes eletrônicos no Brasil. Ele ainda recebeu presentes da Team Liquid e da Team oNe por sua identificação com o Rainbow Six Siege.

Além de jogar, Anderson também dá aulas de defesa pessoal e de jiu-jitsu em seu canal, um fator fundamental para a diversificação do público e também para desmistificar a figura do fã de games como sedentário ou desinteressado em modalidades tradicionais do esporte – um estereótipo preconceituoso ainda disseminado por muitos meios de comunicação e utilizado como argumento na tentativa de diminuir a força dos eSports.

Anderson Silva na luta contra o nigeriano Israel Adesanya no UFC 234, em 2019 (Divulgação/UFC).

É saudável que uma figura do calibre de Anderson Silva não só se interesse em desenvolver um trabalho como streamer, como empreste a sua imagem ao cenário competitivo como forma de legitimação.Para um indivíduo que ainda não tenha uma opinião formada sobre esportes eletrônicos, ver uma lenda brasileira das artes marciais jogando constantemente pode ser um enorme diferencial.

O mesmo se aplica a figuras da música, como Alok vem fazendo no Free Fire, por exemplo, além de artistas, e membros de quaisquer outras áreas do entretenimento. Os games são democráticos e, sem dúvida, há títulos para todos os gostos, em uma relação de ganhos para todos os lados. Que as streams se tornem uma rotina cada vez mais natural – para quem faz e quem busca algo para assistir.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.