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Anitta e Nobru: um duo "monstro" para a música e para os games

Leo Bianchi

09/09/2020 10h00

Anitta e Nobru jogaram juntos Free Fire. Cresce cada vez mais ações envolvendo artistas da música e jogadores do universo gamer (Divulgação)

Um dos maiores fenômenos da música brasileira nos últimos anos, a cantora Anitta encontrou uma forma interessante de divulgar ainda mais o próprio trabalho e expandir seu público enquanto se diverte: jogando Free Fire. A cantora estreou como streamer no Facebook Gaming e arrastou milhares de pessoas para assisti-la aprendendo o Battle Royale da Garena. Em menos de 24 horas, a live contava com mais de 800 mil visualizações. Ela ganhou total apoio da comunidade e de nomes já inseridos na criação de conteúdo do game.

A primeira transmissão na plataforma contou com a participação de Rebeca Trans, Samira Close e da youtuber Uma Dani –todas conhecidas por constantes streams de Free Fire. Com bom humor, Anitta driblou bem as dificuldades técnicas envolvendo o desconhecimento no game e levou o público às risadas em diversas oportunidades. Posteriormente, foi a vez de Bruno "Nobru", campeão mundial pelo Corinthians, se divertir com a cantora no game. Até mesmo os "codiguins" ela está distribuindo.

A interação entre o Free Fire e a música não é novidade. O maior expoente disso é o DJ Alok, que não só joga e faz streams, como também virou personagem dentro do game e idealizou um campeonato próprio. A criação de produções especiais e características, voltadas à comunidade do game, já se mostrou um sucesso. É natural que ambas as áreas se olhem de uma maneira inteligente e se "retroalimentem" utilizando dois públicos diferentes.

Diversão e curiosidade à parte, Anitta tem no Free Fire uma oportunidade de divulgar seu trabalho para um público que, muitas vezes, não é atingido por ele. Como qualquer artista consciente, a cantora sabe o tamanho dos games e dos esportes eletrônicos no Brasil. O jogo da Garena se mostra uma opção acertada por ser um título democrático, acessível e cada dia maior. Em agosto, um estudo divulgado pela Sea Limited apontou 100 milhões de usuários diários no Battle Royale da Garena.

As limitações impostas pela pandemia do coronavírus se tornaram um fator limitador para as apresentações de profissionais da música, que viram no live stream uma oportunidade de seguir perto do público, alavancar seus números e continuar gerando renda por meio de propagandas. Trata-se de um mecanismo que os games já têm como aliado há um bom tempo e que cresceu ainda mais no período do isolamento social. Anitta é mais uma profissional do entretenimento que soube atar essas pontas e gerar um conteúdo diferenciado.

Trata-se de uma relação de ganhos para ambos os lados e mais uma das inúmeras legitimações para os esportes eletrônicos. É claro que ambos os mercados são grandes o suficiente para sobreviverem por si só, mas se somente há portas a serem abertas dos dois lados, por que não arriscar? Anitta pode ser maior com o Free Fire, e o Free Fire pode ser maior com a Anitta. A metalinguagem no entretenimento costuma render ótimos frutos, e os games não são exceção à regra.

– Nos primeiros dias a galera vai se divertir e rir bastante, porque eu vou estar aprendendo ao vivo. Eu fiz questão de não treinar absolutamente nada. Quero que a galera assista justamente as trapalhadas do meu início – disse Anitta, em entrevista recente ao UOL.

Essa naturalidade é fundamental para que a relação não se torne forçada. Não há problema nenhum para a cantora admitir que o foco de suas lives é entrar no mercado ou atingir um novo público, mas precisa ser algo identificado com ela. As primeiras impressões das lives anteriores, beneficiadas pelo carisma da cantora, foram um ótimo exemplo de que Anitta pode trilhar um caminho muito interessante com o Free Fire. Ficaremos de olho nos próximos capítulos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.