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Copa do Mundo de nações no Rainbow Six é um marco no eSport

Leo Bianchi

12/09/2020 09h00

A primeira Copa do Mundo de nações de Rainbow Six Siege ocorre em 2021 na Europa (Divulgação/Ubisoft)

Ao contrário de modalidades tradicionais, nas quais o conceito de seleção nacional é algo natural há muitas décadas, os esportes eletrônicos têm uma cultura mais voltada às organizações. Confrontos nacionais costumam ficar reservados a eventos festivos. Quem promete mudar essa realidade é o Rainbow Six Siege, que anunciou nesta semana a sua própria Copa do Mundo para 2021. E nada de pensar pequeno: serão 45 países envolvidos na disputa.

O Brasil será um dos 14 países convidados diretamente para a parte decisiva do torneio, sem a necessidade de qualificatórias online. O país estará ao lado de Austrália, Canadá, Taiwan, França, Alemanha, Itália, Japão, México, Rússia, Coreia do Sul, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. As outras 31 nações se dividirão em confrontos regionais para definir as seis representantes que fecham o grupo de elite na disputa.

Os fãs de eSports terão a oportunidade de ver algo que gera muito engajamento: convocações dos seus melhores jogadores nacionais para representar o país diante de rivais estrangeiros. Conhecemos bem a torcida brasileira e sabemos o quanto isso será significativo. Certamente, teremos uma base de apoio extremamente relevante quando a Copa do Mundo acontecer.

"Notamos que os fãs sempre estiveram entusiasmados em demonstrar um orgulho nacional ao apoiarem times e jogadores de seus países. Com a realização de um torneio como esse, prevemos a criação de novas rivalidades e desafios para os jogadores, além de ser uma oportunidade única para celebrar a comunidade do R6", afirmou Marcio Canosa, diretor de eSports e Comunidade da Ubisoft para América Latina.

Outro destaque importante: a presença de regiões como Oriente Médio/Norte da África e também de países da Ásia/Pacífico (APAC) que pouco aparecem no cenário competitivo internacional de qualquer game. Por exemplo: Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Marrocos e Arábia Saudita lutarão por uma das vagas. Bangladesh, Índia, Paquistão e Sri Lanka, por outra. Uma inclusão necessária e que deveria servir de exemplo para outras produtoras.

Além de todas essas novidades, o responsável por promover a Copa do Mundo será ninguém menos que o ex-jogador profissional de basquete Tony Parker, tetracampeão da NBA e uma das maiores lendas do esporte francês. Experiente tanto no que diz respeito a defender um clube (jogou por 17 anos no San Antonio Spurs) quanto uma seleção, ele certamente agregará aos pro players lições de vida importantes.

"Estou animado para compartilhar minha experiência e acompanhá-los nessa aventura como parte do meu papel como embaixador. Tenho me envolvido com esportes eletrônicos nos últimos seis ou sete anos, e quando a Ubisoft me procurou pela primeira vez com este projeto, estava convencido de que eles queriam criar algo especial. Será algo inédito no jogo e estou feliz em fazer parte disso", disse Parker.

Cada cenário de esportes eletrônicos tem suas próprias peculiaridades e cada público se mostra interessado em um tipo de conteúdo, mas as modalidades tradicionais também têm muitos formatos que podem ser adaptados aos games. A torcida brasileira, por exemplo, já provou que a identidade nacional nos eSports, de apoiar nomes que representam o país, é algo fortíssimo. Uma Copa do Mundo deve agregar, e muito, para o competitivo como um todo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.