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INTZ: uma equipe vencedora dentro e fora de jogo

Leo Bianchi

17/09/2020 09h00

Fundada em 2014, a INTZ está presente, com relevância, nos cenários de League of Legends, TFT, Rainbow Six Siege, Free Fire, CSGO, Clash of Clans, Clash Royale, Brawl Stars, Fortnite, PUBG Mobile, Speed Drifters e FIFA 20. Na foto, o time campeão do CBLoL 2019 – 1ª Etapa (Divulgação/Riot Games)

Quem é a maior organização de esportes eletrônicos do país? Essa pergunta renderia horas e horas de debate interminável e não teria uma conclusão absoluta. Porém, alguns nomes jamais podem ser esquecidos no que diz respeito ao estabelecimento do cenário competitivo brasileiro. Fundada em 2014, a INTZ segue dando múltiplas provas do que é ser grande nos eSports – em pensamento, execução e resultados.

A vitória sobre a paiN Gaming na grande final do CBLoL, no dia 5 de setembro, em São Paulo, foi mais um recado de como o conceito de "se acostumar a vencer", pensando a longo prazo, é importante no esporte eletrônico. Os Intrépidos desbancaram o favoritismo da rival e, em um belo show promovido pela Riot Games no topo de um prédio (!!!) na zona sul de São Paulo, isolaram-se como os maiores campeões da história do League of Legends brasileiro. A única organização pentacampeã do torneio.

INTZ comemora o quinto título do CBLoL ao vencer a rival paiN Gaming (Bruno Alvares/Riot Games)

A INTZ esteve à beira do rebaixamento na Primeira Etapa do CBLoL 2020. Venceu, de forma sofrida, a Team oNe, pela Série de Promoção, para se manter na elite. Apesar do péssimo resultado sob análise geral, não se deixou levar pelo imediatismo. Pensou à frente, manteve seu time titular e partiu para a segunda etapa sem alarde. Cresceu no momento decisivo e levou para casa mais uma taça, além do direito de disputar o Mundial na China.

É evidente que o que decide competições em alto nível é o desempenho esportivo, mas há muitos elementos por trás das cortinas que regem o trabalho de uma organização. A frase do topo Rodrigo "Tay" na entrevista coletiva após o título do CBLoL diz muito sobre como concorrentes não devem encarar um trabalho bem feito e pensado. Atribuir ao acaso o presente e o passado é querer tapar o sol com a peneira.

Jogador da INTZ Tay comemorando o sucesso do time ao conquistar mais um título (Bruno Alvares/Riot Games)

"Sempre que chegamos na final, somos desacreditados, é engraçado. Provamos que os outros estão errados. Falam que é sorte que a gente está aqui. Parece que é uma sorte que nunca acaba, né?", afirmou o pro-player.

Tay tem toda a razão. A INTZ provou no League of Legends que a gestão de um clube de esportes eletrônicos vai muito além somente da formação de um elenco forte ou de figuras populares. Construir a própria identidade, com um alicerce sustentável, é um desafio muito maior do que parece. A organização criou sua própria "cara" no cenário. Com anos a menos de vida do que diversas concorrentes, sobra em títulos.

Hoje, os Intrépidos contam com mais de 70 atletas em 12 modalidades diferentes (LoL, TFT, Rainbow Six Siege, Free Fire, CS:GO, Clash of Clans, Clash Royale, Brawl Stars, Fortnite, PUBG Mobile, Speed Drifters e FIFA 20). Na mesma semana do título do CBLoL, o profissional de TeamFight Tactics da organização, Slooper, foi o terceiro colocado do primeiro Mundial da história do autobattler da Riot Games. Em evidência em diversos jogos, o clube honra o significado do seu nome e, em bons e maus momentos, dá novas evidências de como o esporte eletrônico deve ser tratado – com seriedade e a devida projeção. Isso sem citar os projetos com line-ups femininas em diversas modalidades, abrindo espaço para as mulheres no esporte eletrônico.

Não há como cobrar resultados de um cenário se ele mesmo não se sustentar de forma inteligente. No caso do CBLoL, a transição para as franquias deve fazer um bom recorte de como apenas projetos inteligentes têm capacidade de se manter a longo prazo. Vencer é do jogo, mas saber competir e conduzir o próprio trabalho para sempre "bater de frente", seja lá na modalidade que for, é o diferencial!

Time de Free Fire da INTZ na disputa da LBFF 2020 – Terceira Etapa (Divulgação/Garena)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.