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Do LoL ao Free Fire: parceria entre times de eSports virou moda... E boa!

Leo Bianchi

19/09/2020 09h00

No Lol, Falkol e PRG se uniram pra buscar uma vaga no sistema de franquias do CBLoL. No Free Fire, Flamengo e B4 disputam a LBFF em parceria (Divulgação)

Na história do futebol, há diversos casos de clubes que se fundiram e deram origem a uma nova instituição. O mais emblemático no Brasil é o Paraná – surgido em 1989, da união entre o Colorado e o Pinheiros. Recentemente Bragantino e RB Brasil se fundiram, mas numa operação econômica diferente. E no esporte eletrônico, isso funciona? Conhecidas especialmente pela atuação no cenário competitivo de League of Legends, Prodigy e Falkol anunciaram nesta semana que lutarão juntas por uma vaga no novo sistema de franquias do CBLoL, que será implementado a partir de 2021.

A Prodigy já estava na elite. Disputou, inclusive, a semifinal, batendo na trave para tentar ir à decisão inédita – perdeu por 3 a 2 para a paiN Gaming. A Falkol estava no Circuito Desafiante, equivalente à segunda divisão. As duas organizações aplicaram de maneira separada para buscar um posto no campeonato, mas decidiram se unir em um só projeto, aliando forças em um movimento interessante para o eSport brasileiro.

Flamengo e B4 fizeram parceria para a disputa da Liga Brasileira de Free Fire (Divulgação/Flamengo-B4)

Vimos algo semelhante recentemente entre Flamengo e B4, no Free Fire. Black Dragons e Los Grandes também já fizeram uma parceria estratégica no cenário do Battle Royale da Garena. Além de aliar a base de fãs, o movimento da fusão é interessante do ponto de vista de negócios. Captação de patrocínios, rede de influência sobre o cenário, estrutura dobrada, mais recursos… São diversos pontos positivos nesse sentido.

A Prodigy cresceu muito no último split do CBLoL. Com posições bem definidas e uma identidade rara de se ver nos esportes eletrônicos, construída em torno da única CEO mulher do campeonato, a advogada Marina Leite, a organização ganhou o gosto do público e se tornou carismática. A executiva virou exemplo para diversas mulheres em busca de espaço no cenário.

Parceria firmada entre o CEO da Falkol Aristóteles "Toti" e Marina Leite da PRG (Divulgação/Falkol-PRG).

– A fusão da PRG com a Falkol nasce com valores de sustentabilidade e traz o equilíbrio necessário para nos mantermos na competição com emoção, racionalidade e resultados satisfatórios. Temos objetivos claros: colocar nossa organização no mais alto patamar de desempenho esportivo que o Brasil já conheceu. Com essa união de forças de gestão e liderança, esperamos potencializar os principais pontos de cada clube – afirmou Marina.

Também engajada em diversas causas e conhecida pelo trabalho atento no cenário universitário, a Falkol espera ampliar ainda mais o número de torcedores conquistados até aqui e se tornar, com a nova fusão, um ponto ainda mais focal para profissionais de diversos cenários. A nova organização promete investir em outras modalidades, como CS:GO, Valorant, Rainbow Six Siege, Free Fire, Fortnite e FIFA.

– A Falkol nasceu de três palavras: determinação, força e coragem. Essas premissas nos unem à PRG, e não tenho dúvidas de que iremos inovar no mundo Gamer. Nascemos de forma sustentável, mas esperamos atrair todos os players do mercado, com grande estrutura, equipes competitivas que brigam por títulos, além de fortalecer nossa base de fãs e seguidores ao redor do Brasil e do mundo – disse Aristóteles "Toti", CEO da Falkol.

Além da junção de duas bases de torcida e de diversos outros elementos, a fusão é interessante para o novo CBLoL. Um sistema de parcerias a longo prazo demanda comprometimento e diferentes narrativas a serem abordadas. As equipes precisam de identidade própria – algo que a Falkol Prodigy parece ter alinhado bem e apresentado de forma inteligente neste primeiro momento.

O fato de ambos os CEOs terem citado "sustentabilidade" também é fundamental. Saber onde investir e potencializar pontos fortes de ambos os lados – neste momento, sem dúvida centrado no League of Legends – tende a gerar um resultado promissor para o cenário de eSports no Brasil e que pode virar um exemplo positivo para o futuro, estimulando movimentações neste sentido de outras organizações.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.