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Realismo e desempenho: novas placas de vídeo miram o mercado de eSports

Leo Bianchi

26/09/2020 09h00

Fortnite é um dos principais exemplos de novos recursos gráficos e de desempenho de placas de vídeo da Nvidia (Divulgação/Nvidia)

Uma das maiores peculiaridades do esporte eletrônico perante as modalidades tradicionais é a forma como os games evoluem e se adaptam de acordo com a evolução da tecnologia. A competição em alto nível exige equipamentos de última geração, que impactam diretamente no desempenho. Monitores com melhor definição, mouses e teclados mais rápidos e, principalmente, placas de vídeo com maior eficiência no fornecimento visual.

O lançamento das GPUs GeForce RTX 3090, 3080 e 3070 é a promessa de mais uma revolução nesse mercado. As placas oferecem até o dobro de desempenho em relação à geração anterior baseada na arquitetura Turing – a primeira a suportar o Ray Tracing em tempo Real, além da Inteligência Artificial (IA), com renderização híbrida. Mais um passo enorme para jogadores casuais e profissionais de diversos games.

A nova linha de placas de vídeo da Nvidia promete revolucionar o mercado de games, especialmente o competitivo, oferecendo mais quadros por segundo (FPS) para os Pro Players alcançarem ainda mais rendimento em campeonatos de eSport (Divulgação/Nvidia)

O gerente de marketing técnico da NVIDIA para a America Latina, Alexandre Ziebert, traduz essa tecnologia no ambiente competitivo: "além de taxas de quadros mais altas, placas de vídeo mais potentes, como a GeForce RTX 3080, proporcionam tempos de resposta mais baixos, o que é de suma importância no cenário competitivo. Pensando nisso a NVIDIA está desenvolvendo ações que tocam em vários pontos da cadeia de latência total do sistema: como o REFLEX, um pacote de software integrado nos jogos que beneficia todos os usuários de GeForce desde a série 900".

Jogos como Fortnite devem ter ganho em quadros por segundo (FPS) além de mais realismo gráfico nas sombras e reflexos (Divulgação/Nvidia)

"O lançamento das GPUs NVIDIA Ampere é um passo gigantesco para o futuro. Resultado do trabalho acumulado de milhares de anos de engenharia, a GeForce RTX Série 30 oferece nosso maior salto de geração de todos os tempos. A NVIDIA RTX combina sombreamento programável, Ray Tracing e IA para os desenvolvedores criarem mundos inteiramente novos. Daqui vinte anos, olharemos para trás e perceberemos que o futuro dos jogos começou aqui" afirmou Jensen Huang, CEO da NVIDIA.

O Fortnite é um ótimo exemplo de como os esportes eletrônicos podem ser impactados diretamente por tais evoluções tecnológicas. O Battle Royale da Epic Games, um verdadeiro fenômeno na miscelânea entre jogos eletrônicos e cultura pop, terá quatro recursos de RTX para uma experiência mais envolvente, incluindo reflexos, sombras, iluminação global e oclusão de ambiente. O recém-anunciado Call of Duty: Black Ops Cold War é outro com tal suporte ao Ray Tracing.

O efeito da placa de vídeo é notável quando imagens de antes e depois são comparadas no Fortnite. Detalhes de personagens, inimigos, efeitos das armas, bem como iluminação, reflexos em objetos, sombras e movimentações não são meros detalhes estéticos. Em uma competição, na qual pequenas peculiaridades são o que fazem a diferença entre jogadores muito bons e acostumados ao game, contar ou não contar com a tecnologia fará toda diferença.

Três suportes foram anunciados especificamente para o ambientes de eSports. O primeiro é o Reflex – um novo conjunto de tecnologias que otimizam e medem a latência do sistema. Entre eles estão o NVIDIA Reflex Low-Latency Mode, uma tecnologia que está sendo integrada a jogos de títulos populares como Apex Legends, Call of Duty: Warzone, Fortnite e Valorant, e que reduz a latência em até 50%; e o NVIDIA Reflex Latency Analyzer, que detecta os comandos do mouse e mede o tempo que leva para os pixels resultantes (por exemplo, o flash de uma arma) mudarem na tela.

Há ainda o NVIDIA Broadcast, voltado a streamers: um plug-in universal que aprimora a qualidade de microfones e webcams com efeitos de IA acelerados por RTX, como remoção de ruído de áudio, efeitos de fundo virtual e webcam com enquadramento automático. E também o Omniverse Machinima – uma ferramenta de visualização com path tracing e mecanismo projetado para precisão física, simulando luz, física, materiais e IA. Os usuários podem usar sua webcam e o poder da IA para movimentar personagens, editar a física, animação de rosto e voz; e publicar cenas com qualidade de filme usando o poder de renderização de sua GPU RTX Série 30.

É cada vez mais difícil imaginar quais serão os impactos da tecnologia no esporte eletrônico. A eficiência dos equipamentos e a forma como o desempenho é afetado por motores gráficos em diversos títulos movimenta a indústria de maneira impressionante. É evidente que há games que fogem a essa lógica e múltiplas formas de estar no mercado de eSports, mas seguimos vivendo novas revoluções a cada ano.

No Brasil, as placas devem custar, em média: RTX 3070 na casa dos R$ 4.000, a RTX 3080 sairá por R$ 5.500, enquanto a poderosa RTX 3090 exigirá um investimento médio de R$ 11.500. (Divulgação/Nvidia)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.