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K-pop e eSports: uma aliança que promete

Leo Bianchi

01/10/2020 09h00

BTS no Fortnite (Duvulgação/EPIC Games)

Um dos maiores fenômenos entre os gêneros musicais nos últimos anos, o k-pop arrasta multidões por todo o mundo. O Brasil não é exceção: legiões de fãs acompanham as bandas, que se caracterizam pela grande variedade de elementos audiovisuais e por um misto de vários estilos. Alavancada pela internet, essa identidade cultural está agora também associada aos esportes eletrônicos, em uma interação muito interessante e que promete vida longa.

O BTS, banda que lotou o Allianz Parque em apresentações no ano passado, lançou o clipe mundial da música Dynamite na sua versão de coreografia de maneira inédita dentro do Fortnite – no modo Festa Royale. Mais uma vez, o jogo que é referência na interação entre os games e a cultura pop, deu aula de como ativar a própria marca e atrair um novo público para conhecer o seu título.

Novos gestos coreografados, baseados nas interpretações dos astros do BTS, foram inseridos no game. Parece repetitivo, mas é impressionante como a Epic Games tem o dom de juntar mundos diferentes de uma forma atrativa para ambos. O Fortnite sempre será referência nesse sentido, e o modo Festa Royale, com música, cinema e muito mais, proporciona experiências únicas que vão além de simplesmente jogar.

No mesmo caminho, o PUBG Mobile também anunciou uma parceria com o grupo de k-pop Blackpink para celebrar o lançamento do álbum mais recente delas. Artes especiais foram disponibilizadas para o game, assim como uma música no lobby e visuais dentro do jogo nas cores preto e rosa – do avião à fumaça no drop. As próprias cantoras ganharam uma forma de receber presentes de outros jogadores, diretamente em suas contas no PUBG.

Blackpink no PUBG (Divulgação)

Fenômenos de massa na música e nos games se reconhecem instantaneamente. É extremamente interessante ver o público do k-pop que ainda não se interessava por jogos eletrônicos fazer essa ponte – e, sem dúvida, a recíproca também é válida para quem já jogava, mas ainda não conhecia tal estilo musical, bem como seu impacto cultural espalhado da Ásia para o restante do planeta de forma impressionante.

Outro grande exemplo dessa interação é Sehun, um dos integrantes do grupo EXO, que virou acionista da SeolHaeOne Prince – equipe que disputa a LCK, principal campeonato de League of Legends na Coreia do Sul, e que ainda investe em outros títulos como Valorant e PUBG. Vale lembrar que o próprio LoL conta com uma iniciativa de k-pop – a banda K/DA, formada virtualmente por campeãs do game e sucesso de público na internet.

As indústrias de games e da música se reconhecem cada vez mais como aliadas em um cenário extremamente promissor. O k-pop pode ser o responsável por viralizar títulos com uma rapidez e fidelização pouco vistas em qualquer gênero de entretenimento. Méritos para as produtoras que enxergam tal realidade e veem essa interação como algo que só tem a acrescentar positivamente para quem gosta de jogar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.