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Franquias no CBLoL: 2021 será um marco no cenário!

Leo Bianchi

03/10/2020 09h00

Cruzeiro, Falkol/PRG, Flamengo, Furia, INTZ, Kabum, Loud, paiN, Red Canids e Rensga compõem o sistema de franquia do CBLoL a partir de 2021 (Divulgação/Riot Games)

O mistério acabou: a Riot Games anunciou nesta sexta-feira as 10 organizações que disputarão o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) em 2021. Será a primeira temporada do torneio sob o novo formato, com parcerias a longo prazo entre a produtora e as equipes. O anúncio foi um misto de diversos elementos: tradição, novidades, surpresas e uma cabeça no futuro, de olho no desenvolvimento do cenário competitivo nacional.

Vão compor o principal campeonato de esporte eletrônico do país: Cruzeiro, Falkol Prodigy, Flamengo, FURIA, INTZ, KaBuM, LOUD, paiN Gaming, RED Canids e Rensga. As equipes já inseridas previamente no cenário pagarão R$ 4 milhões pela vaga. Para quem ainda não estava, caso de Cruzeiro e LOUD, a bagatela aumenta em mais R$ 400 mil. O processo de seleção começou em junho deste ano e contou com reuniões, apresentações e um detalhado processo de aplicação por parte dos times.

– Ficamos realmente muito impressionados com a alta qualidade e com a visão de diversas organizações, tanto entre as que já estavam presentes no CBLoL e no Circuito Desafiante, como outras organizações de Esports que viram nesse projeto a oportunidade de entrar no cenário competitivo oficial de League of Legends, contribuindo para o crescimento da Liga. Estamos confiantes de que as organizações estão comprometidas com a evolução do nosso cenário em várias dimensões, dispostas a investir em recursos e planejamento estratégico, abrindo um novo capítulo na história do CBLoL – afirmou Carlos Antunes, head de eSports da Riot Games no Brasil.

A princípio, o caso que mais desperta curiosidade é o da LOUD. Gigante no Free Fire e com números assombrosos no YouTube, a organização se tornou referência em criação de conteúdo sob a tutela de Bruno "PlayHard". O padrão criado pela equipe em torno das figuras que vestem sua camisa certamente servirá como exemplo para diversas outras equipes do CBLoL, e a tendência é que o campeonato atraia um novo público, já fidelizado ao time.

No campo dos clubes de futebol, o Cruzeiro dará lugar ao Santos HotForex – que acabou fora da lista. A Raposa, que tem sua imagem licenciada com uma empresa parceira, a E-Flix, já atuava no futebol virtual, com FIFA e PES, e também no Free Fire – disputa, hoje, a Série A da LBFF. A entrada da equipe mineira talvez tenha sido a maior surpresa da seleção. O Flamengo, campeão em 2019, com quatro decisões na bagagem, também assegurou sua vaga.

Há diversas narrativas em torno deste próximo CBLoL que merecem muita atenção. A Rensga, por exemplo, com sua inconfundível identidade goiana, tem dado aula no quesito valorizar as próprias origens de uma forma que repercute e constrói uma aura carismática. Captar torcedores será fundamental neste momento – uma vez que, embora garantidas nas franquias, as organizações seguirão em constante avaliação pela Riot Games.

E quem ficou fora, como Black Dragons e as campeãs de CBLoL, Vivo Keyd e Team oNe? Os planos de expansão da liga devem abrir mais espaços em breve, mas há que se ressaltar que, a partir de agora, a Riot Games e as organizações tomarão decisões em conjunto – como em qualquer liga franqueada. Dirigentes de ambos os lados trabalharão para dar os melhores rumos ao campeonato de acordo com os desafios. Serão decisões em conjunto.

Chama muito a atenção a ausência de uma equipe, especificamente: a Havan Liberty. Com um projeto de expansão impressionante, com direito a gaming office de 2400 metros quadrados em São Paulo e trabalho em diversas outras modalidades, a organização não conseguiu um espaço entre as 10 selecionadas. O forte potencial econômico não foi o suficiente para convencer a Riot Games, e a equipe deverá voltar suas atenções para outros games.

Desperta curiosidade também o projeto da Falkol Prodigy – uma união entre duas organizações, que conseguiu a vaga de maneira unificada, após aplicações separadas. A movimentação nos bastidores foi inteligente e as equipes, que poderiam ter a briga pela vaga dificultada se estivessem isoladas, conseguiram a seleção. Será que isso pode se tornar tendência no futuro, para outros time que também acabaram fora?

As franquias serão um marco divisório do CBLoL e, sem dúvida, com um investimento desse tamanho, todas as organizações farão o possível e o impossível para engrandecer a liga e colocar o Brasil também no mapa internacional do cenário de League of Legends. O momento é propício, a comunidade já está construída, e todos parecem dispostos a dar o próximo passo. A empolgação, de especialistas a fãs,  é real e mais do que justa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.