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Ato III do Valorant é novo estímulo para um cenário forte

Leo Bianchi

09/10/2020 14h00

Ato III de Valorant traz nova personagem Skye, da Austrália, e novo mapa Icebox (Divulgação/Riot Games)

Um dos jogos mais badalados deste ano, Valorant ganhou novidades importantes nesta semana com o Ato III – às quais o GGWP teve acesso antecipado. Além da chegada da agente Skye, o game recebe Icebox – seu quinto mapa, após Bind, Havan, Split e Ascent. Cada vez mais, o FPS desenvolvido pela Riot Games volta suas atenções para o estabelecimento do cenário competitivo. Com o anúncio do First Strike, série global oficial de campeonatos, a tendência é que vejamos o título sendo mencionado cada vez mais como esporte eletrônico, e não somente um game casual.

Skye tem como origem a Austrália e traz consigo uma narrativa aprofundada, com enredo próprio – o que mostra o interesse da Riot em envolver o fã não somente através da jogabilidade, mas por meio da identificação de cada um com os respectivos personagens. Duas habilidades envolvem animais que acompanham a agente – um lobo (tecla Q, controlável tal qual um drone) e uma águia (tecla E, que cega os inimigos). Ela é uma sentinela, com poderes de cura.

A águia controlada por Skye pode cegar os inimigos (Reprodução/Riot Games)

Lobo controlado por Skye fornece informações e ainda pode atacar os inimigos (Reprodução/Riot Games)

Trata-se de um novo estilo de suporte para o game. A habilidade de recuperar vida é limitada aos companheiros de equipe – ou seja, não é possível se curar, tal como faz a Sage, por exemplo. Além disso, a ultimate é a conjuração de elementos de uma árvore que são capazes de rastrear inimigos por todo o mapa. Ou seja: a agente tem grande capacidade de iniciação e de controle, algo que afeta qualquer tipo de composição.

Ultimate de Skye (Reprodução/Riot Games)

O novo mapa, Icebox, também traz inovações interessantes para o meta de Valorant. Extenso e com elementos de verticalidade, em diferentes alturas, o novo local, ambientado em um cenário ártico, trará um tipo de combate ainda pouco visto no game – ampliando a gama de estratégias e forçando a capacidade de adaptação por parte dos jogadores. Lembra, de certa forma, alguns designs muito explorados no Counter-Strike: Global Offensive.

Um ponto muito importante a ser levantado: com a chegada de Icebox, Valorant poderá contar, enfim, com séries melhor de cinco partidas em cinco diferentes mapas. Lançado em junho deste ano em sua versão final, o FPS da Riot Games construiu parte do seu alicerce enquanto eSports já no período de Beta Fechado. Agora, dá passos definitivos para, em 2021, galgar o mesmo caminho de títulos já estabelecidos. Sabemos que know how a empresa tem de sobra – que o diga o League of Legends.

Icebox, o novo mapa de Valorant, conta com muita verticalidade. É possível escalar estruturas, fazer rapel. A agente Jett fará sucesso nesse mapa (Divulgação/Riot Games).

O Brasil é considerado uma região extremamente estratégica para o estabelecimento do Valorant, e temos visto cada vez mais competições independentes movimentando o cenário, e equipes já se destacando como as mais fortes do país. Esse desenvolvimento "precoce" é fundamental para que, a partir de agora, com a Riot diretamente envolvida, alguns terrenos já estejam devidamente prontos para a instalação de uma nova modalidade esportiva.

Inclusive, o próprio jogo dará às boas-vindas às mais novas regiões do competitivo de Valorant: o Oriente Médio e o Norte da África. Muitas vezes ausente de diversos cenários de games pelo planeta, a área será homenageada por meio Chaveiro de Arma Dallah – disponível no dia 28 de outubro para quem fizer login. Vale lembrar: o First Strike estará presente em diversos outros pontos do planeta – como América do Norte, Europa, Comunidade dos Estados Independentes, Turquia, Ásia e Oceania.

A comunidade cobrou um novo mapa que tivesse menos corredores estreitos e oferecesse mais rotações. A Riot ouviu e introduziu o mapa Icebox (Dilvugação/Riot Games)

Ouvir os desenvolvedores do Valorant dá a sensação de que, de fato, tudo já vem sendo pensado e estabelecido nos bastidores há um longo tempo. E o mais importante: a Riot tem ouvido, e muito, o feedback dos fãs – algo que foi prometido desde o Beta Fechado. A comunidade é parte do jogo, casual e competitivamente, atuando ou assistindo. Sem fãs não há esporte – eletrônico ou não. O ano que vem promete, e muito, para o game.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.