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"Oscar" dos eSports reconhece tamanho do Brasil no mercado

Leo Bianchi

11/10/2020 07h20

Cerimônia do Esports Awards em 2019 (Divulgação)

Premiação mais importante do cenário mundial de esportes eletrônicos, o Esports Awards 2020 tem diversos representantes brasileiros na disputa. O "Oscar" dos eSports não só traz uma enorme legitimação para jogadores, organizações e todos os outros profissionais envolvidos na indústria, como também promove o mercado e estimula que todos desenvolvam um trabalho cada vez mais profissional e digno de reconhecimento a nível internacional.

São sete brasileiros na disputa. Alexandre "Gaules" (streamer do ano), Bruno "Nobru" (pro player de mobile do ano), Gabriel "FalleN" (personalidade do ano), Ana Xisdê (apresentadora do ano), Wilton "zews" (treinador de eSports do ano), Henrique "Zezinho" (pro-player novato de console) e Euller Araujo (criador/time criador de conteúdo). A votação popular já está disponível no site do prêmio e fica aberta até o dia 8 de novembro.

O grupo citado acima prova que o Brasil tem talentos espalhados nos eSports não somente entre os jogadores, mas também nos bastidores. Do casting à comissão técnica, passando por streamers e diretores de arte. O país conta com um público engajado e naturalmente envolvido pelos esportes eletrônicos. O ecossistema estimula o mercado de trabalho e faz com que os games sejam, cada vez mais, significado de oportunidade.

O fato de Nobru aparecer entre os finalistas no mobile é um recado para todos os que ainda nutrem preconceito com o Free Fire –única e exclusivamente por não aceitarem o tamanho do sucesso do jogo e a inclusão por ele promovida. O jogador do Corinthians, além de merecedor da repercussão, ainda representa as classes sociais que, até pouco tempo atrás, não tinham qualquer contato com os esportes eletrônicos e hoje podem se sentir parte disso.

No ano passado, Thiago "SexyCake", jogador de Rainbow Six Siege da Team Liquid, levou a premiação na categoria "melhor jogada do ano" – por um impressionante clutch 1×3 durante o Six Invtitational, principal campeonato mundial do FPS da Ubisoft. Nyvi Estephan também concorreu como apresentadora do ano, além de FalleN entre as personalidades e Alanzoka no grupo dos streamers. A cada ano, o Brasil aumenta sua repercussão no prêmio.

Eventos como o Esports Awards são fundamentais para apresentar ao público que ainda não conhece ou não despertou interesse nos esportes eletrônicos qual o tamanho dessa indústria e quantas pessoas ela movimenta em todos os seus âmbitos. Um passo fundamental para sanar as dúvidas que ainda restam sobre como é possível "sobreviver de videogame" – e não somente jogando, mas em diversas outras áreas.

No Brasil, a iniciativa do Prêmio eSports Brasil tem feito isso desde 2017 – chegando à sua quarta edição neste ano. Além da aparição massiva perante mídias tradicionais, os componentes de diferentes cenários têm a oportunidade de trocar experiências e celebrar o crescimento do mercado, que só se expande ano após ano – atraindo marcas e gerando empregos.

Mesmo sem as condições socioeconômicas ideais e com investimentos inferiores a áreas como Estados Unidos, Europa e boa parte da Ásia, os eSports brasileiros se fazem presentes a nível internacional. A aparição de representantes nacionais no Esports Awards é mais do que justa, e a vitória deles será uma vitória de todos nós, fãs e entusiastas dos games.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.