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Gratuito, Rocket League deve se tornar o próximo sucesso dos eSports

Leo Bianchi

23/07/2020 09h00

Lançado em 2015, Rocket League será gratuito a partir de 2020

Imagine misturar as paixões por futebol e carros, com gráficos bem coloridos e visuais futuristas. Foi essa a ideia que a produtora Psyonix teve em 2015, ao lançar Rocket League –game baseado em acertar o gol adversário com veículos movidos a foguete. Nesta semana, um anúncio que deverá ser fundamental para o futuro do jogo, não só enquanto diversão casual, mas especialmente como esporte eletrônico. O título se tornará gratuito em breve.

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Em seu comunicado oficial, a desenvolvedora anunciou que quem já contava com o Rocket League comprado receberá benefícios, como itens dentro do jogo e todas as DLCs. Outra novidade interessante é a de que o game seguirá disponível na Steam para quem já o adquiriu, mas agora residirá na plataforma da Epic Games –a produtora do Fortnite, que sabe, como poucas, rentabilizar um jogo gratuito de maneira inteligente e prática.

Rocket League já é uma modalidade de esporte eletrônico. Diversas organizações grandes do cenário competitivo mundial já possuem jogadores no game, como a G2, a Rogue e a NRG, por exemplo. No próximo fim de semana, por exemplo, será realizado um Invitational, em parceria entre a ESPN e a Psyonix, com US$ 25 mil (mais de R$ 110 mil, na cotação atual) em premiações.

O estudo anual do The Esports Observer, site que é referência na análise de dados de eSports, apontou o Rocket League no Tier 2 da pirâmide das modalidades (que tem League of Legends, CS:GO, Dota 2 e Rainbow Six Siege no primeiro patamar). O game está ao lado de Call of Duty: Modern Warfare, Hearthstone, PUBG, Magic: The Gathering, Starcraft II e do Fortnite. A análise aponta, inclusive, um ponto de interesse no que diz respeito a público e premiações do Rocket League.

O fato de misturar futebol com carros já deve ser algo que despertará a atenção de jogadores brasileiros a partir do momento que o game for grátis. Não precisar pagar para jogar (e, assim, poder investir em itens dentro do título) é um grande passo para qualquer modalidade que pretende se firmar como esporte eletrônico – ainda que alguns consigam, mesmo pagos, ganha espaço relevante na comunidade.

A democratização do eSport, que tem o Free Fire como seu maior símbolo, é necessária e sempre bem-vinda. Quanto mais acessível, mais jogadores teremos e, consequentemente, mais o esporte eletrônico vai se firmar como um interesse brasileiro. Rocket League tem, a seu favor, o fato de ainda ser um game fácil de entender e que pode unir pais e filhos, além de criar uma nova base de jogadores para o país.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CSGO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e Pro Player frustrado.

Sobre o Blog

No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral.