GGWP http://ggwp.blogosfera.uol.com.br No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, pro-players e novidades em geral. Tue, 31 Mar 2020 18:55:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Welington “El Racha”: você ainda vai ouvir falar muito dele! http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/31/welington-el-racha-voce-ainda-vai-ouvir-falar-muito-dele/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/31/welington-el-racha-voce-ainda-vai-ouvir-falar-muito-dele/#respond Tue, 31 Mar 2020 12:00:31 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=458

El Racha foi convidado pela Garena pra comentar a LBFF na semana 5 da competição, que teve transmissão também no canal esportivo SporTV

Welington Paulo dos Santos, 24 anos, pode ainda não ser um nome tão famoso no mundo do Esporte Eletrônico. Mas está caminhando pra isso e você pode em breve ouvir falar muito do “El Racha”, que não é apenas mais um streamer e influenciador de Free Fire.


A história dele começa em Alagoas, na cidade de Teotônio Vilela, que tem 50 mil habitantes e fica a 100 quilômetros da capital Maceió. Welington e os três irmãos moravam com os pais numa casa simples e eram sustentados pelo pai que trabalhava no corte de cana.

“Não tinha nada em casa, minha mãe tentava de tudo, mas era dona de casa, se queria comprar um tênis, tinha que esperar o próximo mês e dividia em 12 vezes” – Lembra.

Aos 15 anos, pra ajudar a família, trabalhou como feirante e depois por três anos como montador de móveis. A situação financeira era difícil e por isso, aos 18 anos, decidiu se mudar para São Paulo como a então namorada, hoje esposa, Maria Lenira, para morar com a mãe dela.

À esquerda, Welington e a esposa Lili em 2014. À direita, foto recente do casal

A vida na capital paulista não foi fácil no início. Welington trocou muitas vezes de emprego. Trabalhou na montagem de ambulâncias, foi ajudante numa fábrica de papel higiênico, cuidou da logística e operação de um supermercado e foi entregador numa loja varejista de eletrodomésticos.

“Vim para São Paulo na intenção de mudar de vida e dar uma condição melhor pra minha família. Pensei: É aqui que eu vou ajudar minha família, mas confesso que deu vontade de ir embora, fiquei 4 anos sem ver minha mãe” – El Racha.

Certo dia viu um amigo jogando Free Fire no telefone e ironizou: “para de jogar esse jogo chato! – Meus amigos gostavam. Até que um dia decidi baixar esse jogo pra ver se era bom. Fui jogando e fui gostando. Na época, eu era motorista de aplicativo e tinha dia que não ia trabalhar pra ficar jogando. Ou estava dirigindo e tinha que parar pra jogar uma partida ou outra”. Foi assim que ele conheceu o “El Chapo”, integrante da Guilda LOS GRANDES do “El Gato”.

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Qual foi ? @rodrigofee2

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Eles foram apresentados e “Comecei a zoar o El Gato em Live, ele gostou da zoeira, me deu uma oportunidade. Mandou criar a canal, me divulgou e fez tudo por mim”. Nesse instante Welington assumiu o nome “El Racha” e sua vida mudou. No início, ficou conhecido na internet por ser um jogador, como ele mesmo define, “Ruinzão e brincalhão”. Era novo no jogo, entretanto, pra acompanhar os demais jogadores da LOS GRANDES, mal dormia, passava mais de 12 horas por dia treinando Free Fire. Deu certo!

Hoje “El Racha” está no nível dos melhores. Joga com e contra Cerol, Nobru, El Gato, etc. Em menos de um ano, saiu do zero e atingiu números expressivos na internet. No YouTube tem 516 mil inscritos, 472 mil seguidores no instagram e faz live no Facebook com média de 80 mil views. Conquistou a independência financeira e ajuda os pais, irmãos e até outros parentes mais distantes que ficaram em Alagoas.

“Comprei meu apartamento, meu carro e consigo ajudar minha família em Alagoas, estou inclusive construindo uma casa nova pra minha mãe” – Conta El Racha, que tem eterna gratidão pelo El Gato, que lhe abriu as portas do Free Fire. “Onde ele vai quer nos levar pra ganhar bem, estar bem estruturado. Não deixa faltar nada. Ele não ajudou só a mim, ajudou muita gente. É um paizão! Outros times já vieram atrás de mim e eu digo que não vou, porque o Gato me deu a primeira oportunidade e eu tenho eterna gratidão por ele”.

 

El Racha é um dos primeiros influenciadores em crescimento dentro do universo de Free Fire a experimentar outros games. Ele já se aventurou no GTA no PS4 e agora está aprendendo a jogar Rainbow Six Siege, shooter tático da Ubisoft. “Eu sempre busco novos jogos, porque os jogos entram e saem de alta. Joguei Rainbow Six e gostei, porque me lembra CS que eu já joguei na época de Lan House. Gosto também de GTA. Quero atender todos os públicos e ter mais gente acompanhando meu trabalho” explicou El Racha.

Portanto, não se espante caso El Racha surja ruinzão no seu jogo e depois comece a dominar o cenário! A comunidade de Free Fire sabe bem como é isso!

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Edson God: o pioneiro do Free Fire se mantém firme e forte até hoje! http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/31/edson-god-o-pioneiro-do-free-fire-se-mantem-firme-e-forte-ate-hoje/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/31/edson-god-o-pioneiro-do-free-fire-se-mantem-firme-e-forte-ate-hoje/#respond Tue, 31 Mar 2020 11:00:11 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=427

Edson God fechou parceria com a Vivo Keyd em 2020. Hoje ele também é influenciador da organização.

Coragem: essa é a palavra que define Edson Silva – ou simplesmente Hunter Godbr, o pioneiro do Free Fire no Brasil. Atualmente com 31 anos, o streamer passou por uma montanha-russa de emoções para chegar aonde chegou. Nossa história de hoje tem seu ponto de virada em junho de 2017, quando Edson começou seu canal no YouTube. Antes, a situação era bem diferente.

Nascido e criado em Quipapá, no interior de Pernambuco, Edson teve uma infância simples. O pai trabalhava no corte de cana e, para complementar a renda familiar, coletava latas de cerveja e refrigerante na rua. Ele lembra que era motivo de uma maldosa chacota por conta disso. “Era sempre: ‘Olha o seu pai lá na carroça!’ Eu era o escolhido pra zoeira, a corda só estourava pro meu lado”.

“God” começou a trabalhar cedo para ajudar a família. Aos 12 anos, vendia sorvetes; aos 16, foi servente de pedreiro e continuou pegando todo tipo de serviço que aparecia: trabalhou na lavoura, foi carpinteiro, colhedor de laranja e operador de máquinas, além de coletar latas de alumínio, como o pai, para compor a renda.

Edson God aos 11 anos, pouco antes do primeiro emprego como sorveteiro

“Durante um ano pegando latinha, eu juntei R$ 1000, pra poder tirar carteira de motorista. Fiquei muito feliz e emocionado. Dei um passo na minha vida”.

O próximo passo foi trocar a bicicleta por um “Del Rey com motor fundido”, como ele mesmo define. Aos poucos, a condição de vida melhorou. Edson conseguiu um emprego melhor, trocou de carro e resolveu estudar.

Teve, então, de fazer uma escolha. O sonho de fazer faculdade de engenharia civil, para ajudar a família a ter uma vida melhor, era maior do que a vontade de estar atrás de um volante. O batalhado carro virou uma moto, e o curso superior se transformou em realidade. Durante a faculdade, ele criou um canal do YouTube sem grandes pretensões, onde postava conteúdos sobre vários jogos.

As complexas equações aritméticas complicaram a trajetória de Edson, que não tomou gosto pela profissão de engenheiro, mesmo em meio ao oitavo período da graduação. Seu canal ainda era pequeno, tinha pouco mais de 10 mil seguidores, mas o God tinha fé que seria a internet a responsável pela sua mudança de vida.

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Consegue ver um pedacinho do céu

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Já com 28 anos, Edson tomou uma decisão ousada. Abandonou a faculdade e o trabalho para se dedicar ao Free Fire. Passou a fazer transmissões ao vivo por 18 horas, todos os dias. “Acordava, tomava um banho quando dava coragem… (risos) Depois, batia um café e ia jogar no meu computador que tinha comprado. Almoçava e jantava jogando ao mesmo tempo pra não perder tempo e partida”.

Tamanha dedicação deu o destaque necessário para Edson God ficar conhecido no jogo da Garena. Ele foi Top Global no Duo (o jogador com maior número de vitórias no planeta no modo duplas) em três temporadas. Foi o pioneiro. Criou a Guilda God que revelou “quase metade do cenário competitivo atual”, de acordo com ele.

O canal no YouTube cresceu e ultrapassou 1,6 milhão de seguidores. Graças ao Free Fire, Edson conquistou sua independência financeira. Conseguiu comprar “um carro maravilhoso”. Seu objetivo ainda é ir além. “Estou começando uma história na vida. Somos todos iguais e não devemos rir de ninguém, porque o mundo cobra e Deus não dorme”.

O que dizer, Edson? God demais!

Divulgação/Garena

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Empreste sua placa de vídeo para ajudar na cura da COVID-19 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/28/empreste-sua-placa-de-video-para-ajudar-na-cura-da-covid-19/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/28/empreste-sua-placa-de-video-para-ajudar-na-cura-da-covid-19/#respond Sat, 28 Mar 2020 12:00:51 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=473

Além de ficar em casa e seguir todas as orientações de prevenção, os gamers têm outra forma de ajudar no combate à pandemia do coronavírus. Através do projeto Folding @ Home, pessoas do mundo inteiro podem ceder parte do poder de processamento dos seus computadores para calcular dados de pesquisas importantes para o planeta.

Não se trata de uma novidade criada agora. O projeto já se vale da mesma tecnologia para ajudar na busca da cura do câncer, do Ebola, entre outros problemas globais de saúde. Agora, o combate é ao COVID-19. A NVIDIA, consagrada multinacional do mercado gamer, se envolveu diretamente na ideia, ampliando o alcance.

Em poucos dias, o número total de usuários cresceu mais de 10 vezes. Qualquer pessoa que possua um PC equipado com uma placa GeForce pode ajudar. Cedendo o volume de processamento do seu periférico, o gamer ajuda a reduzir o tempo necessário para a busca por soluções através de cálculos complexos. O software está disponível para Windows, Linux e Mac.

Basicamente, é como se fosse uma grande rede descentralizada de dados. O poder de cada placa de vídeo pode ser usado remotamente para um bem maior e de forma bem simples. O Folding @ Home está sediado na Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, nos Estados Unidos.

– “O poder de processamento total da rede quebrou a barreira de um exa FLOP, ou 1.000.000.000.000.000.000 (um quintilhão) de operações matemáticas por segundo. Esse número é maior que os o poder dos 100 maiores supercomputadores do mundo, somados” – explica Alexandre Ziebert, gerente de marketing técnico da NVIDIA na América Latina.

Poder de processamento da comunidade superou um exa FLOP, ou 1.000.000.000.000.000.000 (um quintilhão) de operações matemáticas por segundo

No momento, o projeto está simulando a dinâmica das proteínas do COVID-19 para entender melhor as formas de tratamento terapêutico à doença. A ideia é entender como as estruturas proteicas do coronavírus funcionam do ponto de vista de movimentação e evolução. Recentemente, os profissionais fizeram um trabalho semelhante com o Ebola.

Cada vez mais, os games e eSports provam que não são parte alienada dos problemas do mundo, como muitos julgam, de forma preconceituosa. Pelo contrário: nosso universo é capaz de unir de uma forma como poucos grupos conseguem, nas situações boas e também nas ruins. Que, cada vez mais, os jogos eletrônicos e a tecnologia sejam um serviço para a sociedade.

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SonicFox: o Jon Jones dos eSports luta pela causa da igualdade http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/26/sonicfox-o-jon-jones-dos-esports-luta-pela-causa-da-igualdade/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/26/sonicfox-o-jon-jones-dos-esports-luta-pela-causa-da-igualdade/#respond Thu, 26 Mar 2020 16:55:50 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=450

SonicFox venceu 5 vezes a EVO (maior torneio de fighting games do mundo) e já faturou perto de US$ 700 mil em premiação. Já foi eleito, inclusive, o melhor jogador de esporte eletrônico do planeta em 2018

Os esportes eletrônicos nos proporcionam histórias das mais diversas em relação à trajetória dos jogadores. Alguns que entraram no meio por pura curiosidade, outros por necessidade, às vezes influência familiar… Uma das caminhadas mais interessantes em todo o cenário mundial é a de Dominique McLean, um jovem de 22 anos de quem você provavelmente, no mínimo, já ouviu falar, mas por outra alcunha: a de SonicFox.

Como uma espécie de “Jon Jones dos eSports”, ele coleciona títulos: foi cinco vezes campeão da EVO, o maior evento de fighting games do planeta: venceu no Injustice em 2014, no Mortal Kombat X em 2015 e 2016, no DragonBall FighterZ em 2018 e no Mortal Kombat 11 em 2019. Ganhou também a Injustice 2 Pro Series em 2017 e 2018. Foi campeão mundial de MK11 no início de março de 2020. É um devorador de títulos.

Não bastasse a incrível versatilidade com os títulos dos jogos de luta, nos quais ainda transita em outros títulos, como Street Fighter, Soulcalibur, Marvel vs Capcom e Tekken, SonicFox fez história pelos posicionamentos sem o controle nas mãos. O americano, que é negro, gay e furry (adepto de uma cultura de criação de personagens animais com características antropomórficas), protagonizou um discurso épico ao vencer o prêmio de melhor atleta de eSports do ano, no Game Awards de 2018.

“Eu quero dar um recado aos meus amigos LGBTQ+ que sempre me ajudaram. Obviamente, eu sou um furry, então um alô para os furries também. O que eu posso dizer é que sou gay, negro, furry, praticamente tudo o que um republicano odeia, e o melhor jogador de eSports do ano”, afirmou, entre risos, diante de centenas de pessoas no palco, arrancando uma estrondosa salva de palmas.

O posicionamento de SonicFox, que recentemente deixou a EchoFox e partiu para a Evil Geniuses, organização de grande renome no cenário de eSports, é mais do que fundamental em tempos atuais. Ele é a voz que muitos outros precisam encontrar como forma de apoio para dar os primeiros passos nos games. Nosso espaço é o mais democrático do mundo e não pode haver qualquer brecha para preconceito.

A construção de personagens nos quais os mais jovens se espelhem é necessária para que o ecossistema dos eSports se retroalimente. Diferentemente do futebol, no qual perdemos ídolos para a Europa muito cedo, no esporte eletrônico ainda temos a oportunidade de manter essas figuras por perto, atuando aqui dentro. Que tenhamos cada vez mais exemplos como SonicFox espalhados por aí!

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Comunidade de eSports arrecada R$ 125 mil para combater Covid-19! http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/23/comunidade-de-esports-arrecada-r-125-mil-para-combater-covid-19/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/23/comunidade-de-esports-arrecada-r-125-mil-para-combater-covid-19/#respond Mon, 23 Mar 2020 19:58:22 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=442

Gustavo “Baiano”, ex-jogador profissional de LoL, é o idealizador do projeto que conta com apoio de Matheus “Mylon” e do narrador Diego “Toboco”. Oito equipes participaram do evento no fim de semana

Em tempos de quarentena por conta da pandemia do coronavírus, a comunidade brasileira dos esportes eletrônicos – em especial, a do League of Legends – deu um show de entretenimento e solidariedade no último fim de semana. Sem o CBLoL, nomes importantes do cenário idealizaram o “CBolão” – um dos assuntos mais comentados do Brasil (1° nos Trending Topics do Twitter neste domingo) e que rompeu fronteiras internacionais.

O principal responsável foi Gustavo “Baiano”, ex-jogador profissional de LoL, streamer e atual comentarista do programa Depois do Nexus, da Riot Games. Com a ajuda do tricampeão do CBLoL Matheus “Mylon” e do narrador Diego “Toboco”, ele transmitiu as partidas de oito equipes pré-definidas, misturando diversos nomes do cenário e engajando a comunidade, com saudades de seu campeonato oficial.

O sucesso se traduz em alguns números: mais de R$ 125 mil arrecadados em doações que serão destinadas ao combate do COVID-19, com pico de mais de 100 mil espectadores simultâneos. A stream chegou a bater a LEC, primeira divisão do League of Legends europeu, e a ESL Pro League de Counter-Strike: Global Offensive.

Organizações brasileiras ajudaram nas doações, mesmo as que não estão diretamente envolvidas no LoL, como a LOUD – atual campeã da Copa América de Free Fire. Nomes relevantes de outros games, como o streamer Alexandre “Gaules” e o jogador profissional de CS:GO Epitácio “TACO”, também se mobilizaram pela causa, demonstrando a união do cenário como um todo.

E não foi só no Brasil que o CBolão fez sucesso. O CEO da T1, antiga SKT, organização sul-coreana que é tricampeã mundial de League of Legends, falou sobre a iniciativa em suas redes sociais, assim como Carlos “ocelote”, espanhol que é dono da gigante G2. A caster belga Eefje “sjokz”, muito querida pelo público nacional, também fez sua doação.

O CBolão é fruto de um trabalho compartilhado digno de aplausos. Meus parabéns ao Baiano, por todo o esforço em mobilizar tanta gente e tirar do papel uma ideia tão genial. Sem esquecer, é claro, dos jogadores envolvidos, que compraram o projeto e deram show jogando e divertindo o público. Palmas também ao público, que fez acontecer e manteve o fim de semana dos eSports vivo para todos nós.

2020 tem sido um grande desafio em diversos aspectos para os esportes eletrônicos no Brasil. A pandemia do coronavírus nos tirou a Pro League São Paulo de Rainbow Six Siege. A enchente na capital paulista já havia prejudicado CBLoL e Liga Brasileira de Free Fire. Apesar dos pesares, continuamos e continuaremos em frente. Unidos e online!

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Gaulês é exemplo de resiliência e sucesso no CS. Máximo respeito! http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/21/gaules-e-exemplo-de-resiliencia-e-sucesso-no-cs-maximo-respeito/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/21/gaules-e-exemplo-de-resiliencia-e-sucesso-no-cs-maximo-respeito/#respond Sat, 21 Mar 2020 12:00:22 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=375

Uma das modalidades de eSports de maior sucesso do mundo, o Counter-Strike completou 20 anos no ano passado. Para o Brasil, o FPS da Valve tem uma importância enorme: nos deu títulos e uma história muito rica no cenário competitivo. História, esta, da qual Alexandre Borba, o Gaules, é parte indissociável. Como jogador, técnico e, hoje, chefe de uma tribo, tal qual o próprio diz, ele segue fomentando o CS como poucos souberam ou sabem fazer.

No fim de fevereiro, Gaules foi responsável pela maior audiência da Twitch, tradicional plataforma de transmissão de games, em todo o mundo ao longo da semana. Incansável, ele faz questão de convocar os “brasileirinhos”, como chama em tom de brincadeira os fãs de CS, para acompanhar as equipes nacionais com um casting patriota e divertido.

Há quem prefira transmissões mais tradicionais, com narrador, comentarista, apresentador e toda a estrutura inerente a esse tipo de trabalho, mas Gaules não precisou abandonar o próprio estilo para atingir o sucesso absoluto. No próprio quarto, interagindo o tempo todo e com uma irreverência única, criou um formato que desperta curiosidade e prende quem assiste.


Os mais novos, que não viveram a época do CS 1.6, podem gostar do streamer sem saber a enorme caminhada dele no cenário. A palavra “resiliência” tatuada em sua mão direita diz muito sobre a montanha-russa de emoções pela qual Gaules já passou ao longo da vida – criação da g3x, chegada à MIBR, saída e retorno ao cenário, falência, até uma tentativa de suicídio e… um retorno triunfal. Com o apoio de sua tribo, a quem faz questão de agradecer o tempo todo.

As poucas horas de sono, que se refletem nas muitas horas de transmissão ao longo de cada mês, são o de menos para o streamer. Foi diante da tela, conversando com um número cada vez maior de fãs, que ele se recuperou de uma depressão profunda, deu a volta por cima e voltou a se tornar um dos maiores símbolos da rica história do CS:GO brasileiro.

É admirável ver alguém com tanta paixão pelo esporte eletrônico chegar ao topo. Obviamente, como qualquer mercado, o cenário também precisa de retorno financeiro, de campeonatos rentáveis, de milhões de fãs, mas é no microcosmo, nos pequenos detalhes, em pessoas que se importam de verdade, que vemos porque os eSports criam grandes famílias e unem tanta gente diferente. Gaules está aí e não nos deixa mentir.

A tribo cuida da tribo. Máximo respeito!

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Pokémon no eSport: você sabia que tem campeonato mundial?! http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/19/pokemon-no-esport-voce-sabia-que-tem-campeonato-mundial/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/19/pokemon-no-esport-voce-sabia-que-tem-campeonato-mundial/#respond Thu, 19 Mar 2020 14:50:40 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=399

Campeonatos de Pokémon são divididos em três categorias de idade. A mais nova começa aos 12 anos

Pokémon é uma das maiores franquias de entretenimento da história. Criada em 1995, a série de games da Nintendo se expandiu de forma impressionante por múltiplos meios ao longo dos últimos 25 anos, gerando bilhões de dólares e um engajamento que poucos títulos até hoje conseguiram promover: mangá, televisão, cinema, cartas colecionáveis, brinquedos e, é claro, para o cenário competitivo de esportes eletrônicos. Temos, sim, treinadores pokémon profissionais!

Embora Pokémon tenha se firmado prioritariamente como um jogo single player, com o sucesso dos diversos títulos do game e a fidelidade dos fãs, era natural que ele também entrasse para os eSports. O componente estratégico envolvido nos diversos tipos de monstrinhos, com pontos fortes e fracos, gera uma natural experiência competitiva. Algo que começou lá atrás, com o primário Cabo Game Link, que ligava um Game Boy a outro, evoluiu bastante.

É necessário fazer, aqui, uma ressalva. Levando em conta o tempo de estrada da franquia e o consumo dos fãs, Pokémon tem um cenário gigantesco, mas abaixo do que poderia gerar de repercussão, se comparado a jogos muito mais novos, como Fortnite ou Free Fire (ambos de 2017). Claro que são propostas totalmente diferentes, mas seria possível colocar a franquia da Nintendo facilmente em um patamar muito além do que o atingido até hoje.

O Pokémon Video Game Championship (VGC) engloba diferentes competições, com rankings estabelecidos por pontos conquistados em diferentes níveis. Há tanto experiências online, quanto presenciais. O Internacional e o Mundial, principais torneios do cenário, além do game mais recente da franquia (Sword e Shield, atualmente), ainda englobam o TCG (Trading Card Games) e o Pokkén, que é um fighting game da franquia.

Gustavo Wada em 2011. O brasileiro foi campeão mundial na categoria Junior

O Brasil, embora não apareça com grande representatividade nos campeonatos de maior calibre, não somente costuma sediar diversos eventos competitivos, como também já fez um campeão mundial de TCG: Gustavo Wada, vencedor da categoria Junior em 2011. Aliás, esse é um dado interessante: o cenário de Pokémon se divide Junior (até 12 anos), Sênior (13 a 15 anos) e Mestre (acima de 16 anos). Um estímulo às crianças jogarem e aprenderem com o game desde bem cedo.

A principal lição que Pokémon deixa aos eSports é a de que a fidelidade a uma franquia é necessária para ela chegar longe. A fórmula do game da Nintendo está sedimentada na paixão de quem vê nos monstrinhos e na trajetória de cada novo título um motivo para nostalgia ou uma experiência inédita. Hoje, já é um jogo que pode ser passado de pai para filho. “Culpa”dos fãs.

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O Coronavírus chegou ao eSport brasileiro: e os mundiais de R6 e CSGO?! http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/17/o-coronavirus-chegou-ao-esport-brasileiro-e-os-mundiais-de-r6-e-csgo/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/17/o-coronavirus-chegou-ao-esport-brasileiro-e-os-mundiais-de-r6-e-csgo/#respond Tue, 17 Mar 2020 17:30:31 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=396

Free Fire. League of Legends. Counter-Strike: Global Offensive. Call of Duty. Just Dance. Overwatch. Dota 2. FIFA 20. PUBG. Apex Legends. Rainbow Six Siege. Street Fighter V. Pokémon GO. Essa poderia ser uma lista de games que o GGWP sugere ao seu leitor para curtir o fim de semana, mas o caso é sério: são algumas das modalidades de esportes eletrônicos afetadas diretamente em seu cenário competitivo por conta da pandemia do coronavírus nas últimas semanas.

Já havíamos falado aqui no blog sobre como o espalhamento da doença fez algumas competições, inicialmente na Ásia, mudarem seu calendário ou seu formato para resguardar jogadores, estafe e todos os funcionários envolvidos na realização dos respectivos torneios. Porém, de lá para cá, o estado de atenção se ampliou consideravelmente, e os efeitos na indústria dos games também foram sentidos.

Um dos maiores impactos nesse sentido foi o cancelamento da E3, uma das maiores feiras de jogos eletrônicos do planeta, que aconteceria em Los Angeles, entre os dias 9 e 11 de junho. Levando em conta que estamos próximos a uma nova geração de consoles, o evento nos Estados Unidos seria um epicentro de grandes novidades para a comunidade. Ainda se cogita uma organização para anúncios online, mas é claro, sabemos que não é a mesma coisa.

Obviamente, o GGWP não tem a intenção de questionar qualquer decisão em prol da saúde da população ou os métodos de prevenção ao coronavírus. Pelo contrário: você, que está lendo esse texto, assim como eu ou qualquer outro ser humano consciente, devemos nos atentar para toda e qualquer orientação dos órgãos responsáveis. Saúde em primeiro lugar. A intenção do texto é, única e exclusivamente, mostrar como a indústria dos nossos amados games e eSports está respondendo à situação.

No caso do Brasil, o CBLoL foi suspenso por 15 dias. Agora, os olhos se voltam para a Pro League de Rainbow Six Siege (já cancelada) em São Paulo e para o inédito Major de CS:GO no Rio de Janeiro (embora a organização do evento ainda não tenha se manifestado com relação à realização do campeonato, dificilmente deve ocorrer por conta de uma determinação da prefeitura do RJ que revoga a licenças para eventos com grande aglomeração de pessoas). São torneios de enormes, mundiais, inevitavelmente afetados. A essa altura, o que nos resta é torcer para que esses campeonatos sejam adiados e, uma vez que a situação esteja normalizada, disputados. Não faz sentido que aconteçam sem a presença de torcedores. Melhor esperar do que se frustrar com um evento sem nosso maior patrimônio: os fãs.

Diante de uma pandemia, soa óbvio dizer que a situação é caótica. O esporte, eletrônico ou não, pode esperar. Nós, fãs, teremos novas chances de ver nossos ídolos com mouse e teclado em mãos de perto. O momento é de evitar aglomerações, e o que mais queremos para os campeonatos aqui no Brasil é casa cheia. Então, hora de se cuidar, seguir todas as orientações e ajudar como podemos para que, o quanto antes, possamos estar de novo nas arquibancadas vibrando juntos.

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Fim dos “minors”: como o cenário de Dota 2 pode ficar bem mais interessante http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/14/fim-dos-minors-com-o-cenario-de-dota-2-pode-ficar-bem-mais-interessante/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/14/fim-dos-minors-com-o-cenario-de-dota-2-pode-ficar-bem-mais-interessante/#respond Sat, 14 Mar 2020 10:00:38 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=370

O Dota 2 não está entre os eSports mais populares do Brasil atualmente. Embora tenha uma base fiel de fãs e um cenário competitivo bem estruturado do ponto de vista mundial, o MOBA da Valve sofre com a concorrência em regiões menores –algo que pode melhorar a partir da próxima temporada e que, sem dúvida, merece sua atenção, sendo ou não adepto desse estilo de game.

Mesmo que você nunca tenha passado perto do Dota, certamente já ouviu falar das cifras astronômicas do The International – o Mundial do game, realizado anualmente. Em 2019, a competição bateu nada menos que US$ 32 milhões em premiações. Mérito da comunidade, uma vez que todo ano o número aumenta graças ao sistema de “financiamento coletivo”, com venda de itens dentro do game.

Equipe brasileira da paiN Gaming disputou o The International em 2018 com William “hFn” Medeiros, Aliwi “w33” Omar, Otávio “Tavo” Gabriel, Danylo “Kingrd” Nascimento e Heitor “Duster” Pereira. Com 11 derrotas e apenas 5 vitórias, os brasileiros foram eliminados ainda na primeira fase do campeonato

O primeiro time brasileiro a participar do TI foi a paiN Gaming, em 2018. No ano passado, não mandamos ninguém novamente, e nos restou torcer pela peruana Infamous, única representante sul-americana. As novidades que entrarão em vigor no Dota Pro Circuit a partir do ano que vem são dignas de empolgação de nossa parte.

Após o The International deste ano, marcado para agosto, a Valve vai abolir os minors e passar a adotar seis ligas regionais (Europa, América do Norte, América do Sul, China, Sudoeste Asiático e Comunidade dos Estados Independnetes), com três edições anuais cada. Isso significa mais oportunidades para áreas normalmente menos expressivas no cenário.

OG venceu a Team Liquid na final do The International de 2019 e ganhou a maior premiação da história dos eSports: 15,5 milhões de dólares

No fim de cada temporada, os melhores times terão vaga no Major – definidos em três por ano. Os 12 melhores do Dota Pro Circuit, após a terceira temporada, garantem vaga no The International. As vagas restantes serão disputadas por seletivas online, com os respectivos times interessados em cada região.

Com ligas regionais valendo pontos para o DPC, um cronograma de transmissões estruturado e premiações interessantes, o Dota 2 pode ampliar o nível de atenção das organizações brasileiras de eSports para o seu circuito. Se tem Mundial de esporte eletrônico rolando, sempre queremos um representante nacional lá, certo? Que assim seja!

Palco do The International 2019, na China

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Streamers (gigantes!) de Free Fire que você ainda não conhece http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/12/cinco-streamers-gigantes-de-free-fire-que-voce-ainda-nao-conhece/ http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/2020/03/12/cinco-streamers-gigantes-de-free-fire-que-voce-ainda-nao-conhece/#respond Thu, 12 Mar 2020 15:00:44 +0000 http://ggwp.blogosfera.uol.com.br/?p=336

Da esquerda pra direita: Welington “El Racha” Santos , Adriano “Coreano” Luiz, Gerson “Shazan” Sampaio, Hudson Amorim e Jeferson “Pai do Nobru” Moreira

Que o Free Fire é um sucesso no Brasil, todo mundo sabe. Com a ascensão do jogo, surgiram grandes influenciadores do game na internet. Nomes como Nobru, Cerol, Level Up, Victor Coringa, Bruno PlayHard e El Gato são gigantes nas redes sociais. Todos têm milhões de seguidores no Instagram e YouTube. São verdadeiras celebridades.

E se você não é da comunidade de Free Fire vai se surpreender com a quantidade expressiva de personalidades relevantes que o jogo mobile criou na internet. Existem dezenas de perfis considerados “médios” e que, em alguns casos, superam inclusive os maiores nomes de outros jogos.

Adriano “Coreano” Luiz, por exemplo, pode ser desconhecido para o grande público. Mas somando seus canais na internet (Instagram e YouTube) supera em números Gabriel “Fallen” Toledo, ícone do eSport brasileiro e multicampeão no Counter-Strike: Global Offensive: 1,8 milhão de seguidores, contra 1,3 milhão do Verdadeiro – nas mesmas redes somadas.

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Comentário mais criativo tem codiguimMarque seu amigo e boa sorte!!

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“Free Fire é muito democrático e dá a oportunidade para quem joga bem conquistar seu espaço, assim como eu. Tem outro fator: é uma comunidade muito unida. Eu tive ajuda de vários influenciadores para poder crescer e aprender com eles, assim como hoje sempre tento ajudar novos influenciadores que me procuram”, explica Coreano.

Coldzera (740k) e Gaules (550k), do CS, brTT (1,3m) e Yoda (1,6m), do League of Legends, e Zigueira (1,3m), do Rainbow Six, somados nas mesmas redes sociais, não chegam aos números dos “Irmãos Belgas” do Free Fire, que têm a incrível soma de 7,4 milhões de seguidores.

E não para por aí. O jogo da Garena fez pessoas desconhecidas se tornarem influenciadores de uma hora para outra. Wellington “El Racha” dos Santos tem mais de 900 mil seguidores entre Instagram e YouTube.

“O Free Fire mudou a minha vida, hoje tenho uma boa condição. Ando nas ruas e a galera me para pra tirar foto, eu nunca imaginei isso na minha vida, que um jogo poderia mudar tudo assim tão rápido”, conta El Racha.

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Tudo preto ❤️

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Hudson Amorim vive a mesma situação. Com 1,2 milhão de seguidores na internet, divide partidas com nomes consagrados do Free Fire como El Gato e Cerol. “Eu jogava apenas por diversão, era o dia todo. Aí criei o canal e deu certo. Hoje, graças a Deus, me dei bem. E o público é grande porque o jogo roda em qualquer celular. E a criançada hoje tem celular, então abraça tanto um público infantil quanto um mais velho”, explica.

Gerson “Shazan” conta que mudou de vida aos 21 anos.  Com uma legião de 1,1 milhão de seguidores nas mesmas plataformas citadas acima, Shazan acredita que no Free Fire “existem muitos influenciadores carismáticos e talentosos que conseguem cativar o público de uma forma surreal”.

“Uma Dani” (2,9m), “Gidem sd” (2,8m), Edson “God” (2,7m), Ramon “GGeasy” (1,4m),  MagroTV (900k) e 100attack (812k) são outros exemplos de perfis gigantescos nas redes sociais por conta do Free Fire. Até Jeferson Moreira, que é pai do jogador Nobru do Corinthians, virou digital influencer. No instagram ele responde por @paidonobru e tem 269 mil seguidores.

“A partir do crescimento do Bruno, a galera começou a pedir minha presença em eventos e lives de campeonatos. Hoje faço conteúdo até para o Corinthians FF e estou curtindo muito essa hype”, revela Jeferson, que também é empresário do filho.

Agora que você conhece alguns dos influenciadores do Free Fire, não se surpreenda ao se deparar com outros “menores” com algumas centenas de milhares de seguidores.

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